Encomendas da OGX e da Petrobras podem dobrar estaleiro de Eike

Com uma carteira que poderá chegar a 30 bilhões de dólares somente com encomendas do mesmo grupo ecônomico, a OSX avalia ainda participar das licitações gigantescas da Petrobras para a construção de sondas e navios.

REUTERS

17 de novembro de 2011 | 19h59

Diante do mercado aquecido de construção naval em meio à campanha exploratória do petróleo do pré-sal, a empresa do conglomerado EBX, do empresário Eike Batista, poderá dobrar a capacidade do seu estaleiro no porto do Açu, no litoral fluminense, afirmou o presidente da OSX, Luiz Eduardo Carneiro, nesta quinta-feira.

O executivo afirmou que poderá disputar a construção de alguns navios da terceira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras. Além disso, a companhia participa indiretamente da concorrência da Petrobras para a construção de sondas de perfuração.

"Toda a carteira da OGX é de 30 bilhões de dólares. Isso nos dá uma situação muito confortável para investir e participar das licitações de tudo o que vem por aí", disse Carneiro em coletiva de imprensa na sede da companhia, no Rio.

"E o que vem por aí é imenso, a Petrobras anunciou plano dela falando em 50 plataformas, um volume enorme", acrescentou. A terceira fase do programa de renovação da frota da estatal deverá licitar 20 navios, além dos 49 já encomendados pela Transpetro, braço da Petrobras para logística.

Mesmo a dois anos de possuir seu próprio estaleiro, a companhia de Eike Batista já conta com encomendas de sete plataformas de petróleo avaliadas em 5 bilhões de dólares para a OGX, empresa de petróleo do empresário.

"A prioridade da nossa capacidade é a OGX, mas não teremos problema com espaço nem capacidade de produção", disse o executivo.

O estaleiro de Eike conta com investimentos de 3 bilhões de reais, dos quais 2,7 bilhões de reais serão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). O empréstimo foi aprovado em junho e a OSX está negociando o repasse com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF).

A previsão é iniciar o corte de placas de aço no primeiro trimestre de 2013. Das cinco plataformas semisubmersíveis, duas deverão ser erguidas no estaleiro próprio. As três primeiras em Cingapura, em instalações de parceiros da OSX, entre os quais a Keppel.

A primeira plataforma, a OSX1, está pronta, ancorada no porto do Rio, à espera de autorizações de autoridades brasileiras para seguir ao campo de Waimea, na bacia de Campos. A previsão da OSX e da OGX é que a plataforma comece a operar ainda em dezembro. A capacidade de produção é de 80 mil barris por dia.

No final de outubro, a companhia anunciou financiamento de 850 milhões de dólares para a construção e instalação da plataforma FPSO OSX-2. O contrato se deu por meio da subsidiária OSX 2 Leasing B.V. e um sindicato de bancos internacionais liderado pelo ING, Itaú-BBA e Santander.

(Reportagem de Sabrina Lorenzi)

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