Encomendas de bens duráveis caem 3,8% nos EUA

As encomendas de bens duráveis caíram em junho nos EUA, surpreendendo os analistas que projetavam crescimento. O Departamento do Comércio informou que as encomendas de bens duráveis, itens que devem durar três ou mais anos, tiveram uma queda de 3,8% em junho, para US$ 166,6 bilhões. O declínio nas encomendas atingiu vários setores, com exceção dos produtos ligados a defesa.A queda contrariou fortemente as projeções de Wall Street, já que a previsão média de analistas consultados pela Dow Jones Newswire era de crescimento de 0,5%. Excluindo bens relacionados à área de transportes, as encomendas caíram 3,1%. Excluindo os itens associados a defesa, as encomendas cederam 4,8% em junho.Além dos dados ruins trazidos no relatório de junho, o Departamento do Comércio revisou em baixa os números de maio. O departamento indicou que houve crescimento de 0,6% das encomendas de bens duráveis, abaixo da alta de 0,9% apontada anteriormente. O relatório de junho mostrou que as encomendas de equipamentos de transporte caíram 5,6% com pedidos fracos de itens relacionados a aviões, que despencaram 46,8%. As encomendas de autopeças e carros recuaram 3,4%. O levantamento também trouxe dados ruins sobre os gastos das empresas. As encomendas de bens de capital, excluindo itens de defesa, recuaram 8,5% no mês, após terem aumentado 4% em maio. As encomendas de computadores e produtos eletrônicos caíram 3,9%. Auxílio-desempregoO número de trabalhadores dos EUA que entraram com pedido de auxílio-desemprego pela primeira vez caiu à mínima em 17 meses na semana passada, oferecendo novas provas de que a recuperação da economia está impulsionando o mercado de trabalho. Os pedidos caíram 21 mil na semana encerrada em 20 de julho para 362 mil, segundo o Departamento do Trabalho. A média de pedidos da quadrissemana, que ameniza o impacto de variações semanais, caiu 7.500 para 384.500, menor nível em 16 meses. Outros dados também indicaram uma retomada no mercado de trabalho. O número de pessoas utilizando os benefícios do auxílio-desemprego por mais de uma semana recuou pela quinta semana consecutiva, caindo 51 mil para 3.518.000 na semana de 13 de julho. Os números surpreenderam analistas de Wall Street, que projetavam um aumento de 6 mil pedidos iniciais. Um estatístico do Departamento do Trabalho alertou mais uma vez, entretanto, que a variação dos números de pedidos de auxílio-desemprego tende a ser maior neste período do ano.

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 09h57

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