Encontro termina sem contrato de refinaria em PE

Obras foram iniciadas em setembro do ano passado e realizou até agora 32% do trabalho

Ângela Lacerda e Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

26 de março de 2008 | 20h30

Ainda não foi dessa vez que Brasil e Venezuela firmaram o contrato de criação da Refinaria Abreu e Lima, no complexo portuário de Suape, em Ipojuca, litoral sul do Recife. Hoje, a Petrobrás e a petrolífera venezuelana PDVSA assinaram um acordo de associação, ainda sem definição do estatuto e do acerto acionário. Mas para o diretor de Abastecimento da estatal brasileira, Paulo Roberto Costa, o acordo representa "um passo adiante" para a concretização do acordo, que ele acredita deverá ser fechado em no máximo dois meses.Ao desembarcar na Base Aérea do Recife, o presidente Hugo Chávez havia antecipado a intenção de investir US$ 4 bilhões no empreendimento, que classificou de "um belo projeto, que faz parte de uma aliança estratégica". O valor citado pelo presidente representa o custo total da refinaria, cuja obra de terraplanagem vem sendo bancada até o momento pela Petrobrás. O modelo acionário prevê a participação de 60% da estatal brasileira e 40% da PDVSA. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, a PDVSA deverá investir US$ 1,7 bilhão no empreendimento. Ele disse ter recebido do diretor da PDVSA, Jose Vega V., a informação de que ainda neste ano a empresa venezuelana deverá disponibilizar de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões para a refinaria.O presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Chávez sobrevoaram os trabalhos de terraplanagem da refinaria. As obras foram iniciadas em setembro do ano passado e realizou até agora 32% do trabalho, que vem sendo executado com 600 escavadeiras durante o dia e 300 durante a noite. A terraplanagem representa um custo de cerca de R$ 420 milhões e deverá terminar em fevereiro de 2009.

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