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Encontros com FMI são rotina, diz presidente da BM&F

O presidente da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), Manoel Felix Cintra Neto, afirmou hoje que se houver encontro dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), que chegaram a São Paulo nesta segunda-feira, com os da entidade, será rotina. Ele afirmou que há apenas 20 dias esteve em Washington (EUA) para apresentar o sistema de riscos e garantia da Bolsa para os técnicos do FMI. Segundo Cintra Neto, esses contatos são permanentes.O presidente da BM&F paraticipou do evento "Mercado Global: A Visão do Analista Financeiro?, que acontece no Hotel Moffarej, em São Paulo. Cintra Neto disse que aguarda a divulgação dos nomes da nova equipe econômica pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para acompanhar a formação de um fundo de desenvolvimento agrícola, proposto pela entidade na quinta-feira passada, dentro do comitê consultivo criado por Lula.O presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Luiz Cantidiano, disse que a entidade não será visitada pelos técnicos do FMI. "As principais informações para a missão técnica do FMI serão fornecidas pelo Banco Central", declarou.Segundo o presidente da BM&F, o capitalismo só é bom com ética. Ele apoiou a iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de exigir na regulamentação da profissão do analista que seja observado o código de ética da profissão, além do exame técnico profissional.RegulamentaçãoO presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Luiz Cantidiano, disse hoje que na próxima semana colocará em audiência pública instrução que regulamenta a profissão de analista de valores mobiliários. A minuta exige a certificação do analista e a observância de código de ética. O analista terá penalidade administrativa e civil, caso seja provado que agiu com interesses particulares na recomendação de investimentos. O presidente da Associação Brasileira dos Analistas de Mercados de Capitais (Abamec), Humberto Casagrande Neto, disse que a notícia anunciada por Cantidiano durante o evento é excelente, pois a entidade há 32 anos vem trabalhando para que a profissão de analista de investimentos seja regulamentada. Casagrande esclareceu que a certificação será obrigatória, entendendo que deverá ser seguido o princípio da autoregulação, em que a Abamec será a responsável pela certificação e acompanhamento da conduta ética do analista. De acordo com Casagrande, haverá uma certificação nacional e outra internacional. O certificado nacional será conferido para o profissional que provar que vem atuando como analista há mais de dois anos e que possui nível superior. O exame internacional seguirá os princípios da Associação de Certificação Internacional de Analistas de Investimentos (ACIIA), que reúne 13 países, representados no evento, e será aplicado exame técnico em duas fases - fundamental e final.

Agencia Estado,

11 de novembro de 2002 | 20h48

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