Carlos Vera/Reuters
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Endividada, Avianca Holdings consegue empréstimo de US$ 250 milhões

Dívidas de companhia aérea colombiana chegam a US$ 5 bilhões

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2019 | 18h45

Na tentativa de salvar a Avianca Holdings, a companhia americana United Airlines e a Kingsland Holdings (empresa do milionário salvadorenho Roberto Kriete, acionista da Avianca) concordaram em fazer um empréstimo de US$ 250 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para a aérea colombiana.

O financiamento, que já havia sido aventado em maio, terá uma taxa de juros de 3% ao ano, mas ainda depende da renegociação de uma dívida da aérea de US$ 550 milhões que vence em 2020 – as conversas estão adiantadas e quase 90% dos credores da Avianca já concordaram com os termos.

Apesar de serem companhias diferentes, a Avianca Holdings e a Avianca Brasil têm em comum os irmãos Germán e José Efromovich como acionistas, além de ambas estarem em crise.

Em recuperação judicial desde dezembro do ano passado e com dívidas superiores a R$ 3,5 bilhões, a Avianca Brasil parou de operar em maio. A Avianca Holdings, por sua vez, soma  US$ 5 bilhões em débitos, mas seus aviões continuam voando. Em junho, a auditoria KPMG destacou que a empresa não havia cumprido com algumas "obrigações estabelecidas no financiamento de aeronaves e outros empréstimos".

No processo de recuperação da Avianca Holdings, os acionistas United e Kingsland afastaram o controlador, Germán Efromovich, do dia a dia da companhia. A jogada foi possível após a Avianca registrar prejuízo de US$ 67,9 milhões no primeiro trimestre de 2019.

A United havia feito um empréstimo de US$ 450 milhões para Efromovich que tinha como garantia as ações dele na Avianca. O contrato previa que, caso as ações desvalorizassem, a United teria direito de voto dos papéis do empresário no conselho de administração da Avianca.

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