Endividamento cresce na região metropolitana de SP

Cerca de 72% dos consumidores da região metropolitana de São Paulo possuem alguma dívida neste momento - seja com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral. O porcentual do ano é maior que o de maio, quando se apurou que o endividamento atingia 66% da população, revelou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) com mil pessoas.Na avaliação da assessoria econômica da Fecomercio, os dados da pesquisa trazem preocupações quanto à capacidade de pagamento dos endividados, uma vez que a renda não acompanha a recuperação da demanda. A aposta do setor financeiro em uma recuperação econômica tem levado à ampliação da carteira de empréstimos e é isto que vem aquecendo a atividade e não a melhoria da renda.InadimplênciaCresceu ligeiramente também o porcentual de inadimplentes. No mês passado, entre os que afirmaram estar endividados, 46% possuíam alguma conta em atraso, contra 47% em junho. Isso representa 34% do total de entrevistados, o nível mais alto desde que a Peic começou a ser apurada.Aumentou também o número de pessoas que já têm contas em atraso e acham que não poderão pagar suas dívidas no curto prazo. Atualmente cerca de 41% se dizem impossibilitadas de quitá-las, contra 26% em maio. Isto significa que 14% do total da amostra acha que não conseguirá pagar suas contas, contra 8% no mês anterior.Entre os endividados, o comprometimento médio de sua renda com as dívidas em junho foi de 39,5%. Nos meses anteriores, esse percentual tinha variado entre 32% e 39%. Mais uma vez, a alta indica tendência de deterioração da capacidade de quitação de dívidas.A Peic de junho mostrou uma pequena reversão do que tinha sido registrado em maio, quando houve estabilidade nos níveis de endividamento, inadimplência e intenção de quitação de dívidas em atraso em relação a abril. Os dados apurados até agora mostram que o primeiro semestre foi marcado pelo alto nível de endividamento, com tendência de elevação no último mês, e o comprometimento de, em média, um terço do orçamento dos consumidores.

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