Endividamento das famílias aumenta em agosto, diz CNC

Porcentual de endividados passou de 57,7% em julho para 59,1% neste mês 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 10h09

A quantidade de famílias endividadas no País aumentou, de julho para agosto. É que mostrou nesta quinta-feira, 19, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) em sua pesquisa "Endividamento e Inadimplência do Consumidor", que abrange todas as capitais e o distrito federal, e ouviu 17.800 consumidores. De acordo com os dados do levantamento, o porcentual de endividados entre os pesquisados saltou de 57,7% para 59,1% de julho para agosto.

A CNC, em seu informe, comentou que a manutenção das condições favoráveis da economia doméstica, bem como a elevada confiança dos consumidores, levou um maior número de famílias a contrair dívidas em agosto. A antecipação de consumo promovida pelas famílias em 2009 e em janeiro de 2010, quando houve incentivos fiscais iniciados pelo governo para estimular consumo, principalmente na compra de duráveis como eletrodomésticos e automóveis, não impediu que as famílias voltassem a se endividar nos meses seguintes, na avaliação da CNC.

Apesar do número maior de famílias endividadas, a inadimplência não mostrou avanço, de julho para agosto. Entre os pesquisados endividados, o porcentual de consumidores que informaram não ter condições para quitar seus débitos recuou de 8,9% para 8,8% no período. 

Consumo

A intenção de consumo do consumidor brasileiro subiu em agosto pela quarta vez consecutiva. Em uma escala que vai até 200 pontos, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu de 133,6 pontos para 134,4 pontos, de julho para agosto, uma alta de 0,7%.

De acordo com a CNC, o bom resultado da pesquisa foi impulsionado por um aumento na intenção de consumo entre famílias mais ricas. De uma maneira geral, a satisfação com o mercado de trabalho, e com a melhora na renda, manteve o indicador de consumo em alta, na avaliação da entidade. No levantamento, praticamente metade das famílias entrevistadas (49,7%) se sentem mais seguras em seus empregos.

Entretanto, a  CNC fez uma ressalva. Houve uma ligeira queda na intenção de compras a prazo. O Índice de Intenção de Consumo voltado especificamente para compras a prazo recuou de 145,9 pontos para 144,1 pontos de julho para agosto, uma queda de 1,2%.

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