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Endividamento das famílias em SP cai em outubro

O nível de endividamento das famílias paulistanas mantém, em outubro, a trajetória de queda iniciada em julho. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e divulgada hoje. A taxa de endividamento caiu 4 pontos porcentuais, passando dos 45% observados em setembro para 41%. Em valores absolutos, a pesquisa mostra que o total de famílias que têm algum tipo de dívida baixou de 1,627 milhão para 1,471 milhão. O resultado é o menor desde fevereiro, quando o total de famílias endividadas era de 1,35 milhão.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

15 de outubro de 2009 | 19h06

Em comparação com outubro de 2008, quando o índice estava em 53%, a redução foi ainda maior: 12 pontos porcentuais. Na avaliação da entidade, a queda revela que as dívidas feitas no período de agravamento da crise financeira mundial começaram a ser renegociadas e quitadas a partir do segundo semestre do ano. "Em setembro e outubro, houve elevação da massa real de salários, aumento do prazo médio de financiamento ao consumidor e redução das taxas de juros", ressaltou Adelaide Reis, economista da Fecomercio-SP.

Além da queda no endividamento, o balanço da Fecomercio-SP aponta o recuo da inadimplência. O total de famílias com dívidas atrasadas baixou de 18% em setembro para 14% em outubro. O resultado indica que 150 mil famílias saíram da inadimplência, passando de 650 mil para 500 mil. Também houve retração no número de famílias que acreditam não ter condições de pagar suas contas nos próximos meses, de 7% em setembro para 4% em outubro.

Dívidas no futuro

A Fecomercio-SP também abordou os consumidores sobre a expectativa de fazerem dívidas nos próximos meses. Do total de pessoas consultadas, 88% afirmam que não pretendem fazer financiamentos no curto prazo, o que representa uma queda de um ponto porcentual em relação a setembro. Já o número de consumidores que planejam comprar a prazo manteve-se no mesmo nível registrado em setembro, de 10%.

De acordo com Adelaide Reis, a expectativa é de que as famílias voltem a consumir depois da ressaca causada pela recessão mundial. "A propensão a consumir está em alta. Os consumidores estão confiantes." A economista, no entanto, alerta para os riscos do crescimento da inadimplência nos próximos meses. "O consumidor acaba abusando nas compras com cartão de crédito. Tanto a queda da qualidade do crédito quanto o aumento dos prazos de pagamento da fatura do cartão devem elevar o nível de inadimplência", ressalta.

A avaliação da economista deve-se ao fato de as dívidas com cartão de crédito terem sido, em outubro, as mais recorrentes nas famílias paulistanas. Do total de contas não quitadas no período, 62% foram assumidas no cartão. Na sequência apareceram as dívidas no carnê (36%). A Fecomercio coletou dados de 1.360 consumidores no município de São Paulo. No balanço, foram contabilizadas as dívidas com, pelo menos, um dia de atraso.

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