Endividamento de Estados e municípios já é de R$ 8,7 bilhões

BRASÍLIA - A escalada do dólar nos últimos meses já pesa nos cofres dos Estados e municípios que contraíram dívidas em moeda estrangeira, provocando um aumento nos débitos de governadores e prefeitos de R$ 8,77 bilhões. As dívidas atreladas ao câmbio sobem junto com a cotação da moeda americana na Bovespa e reduzem ainda mais o espaço para investimentos.

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2013 | 02h04

Segundo dados obtidos pelo Estado, os governos regionais do País acumulam débitos de US$ 22,6 bilhões. A cada nova rodada de valorização do dólar, mais terá de sair dos cofres públicos, em reais, para bancar a diferença. Analistas avaliam que a tendência atual do câmbio é continuar se valorizando, em linha com o fim de estímulos monetários nos EUA.

No fim de junho deste ano, os 27 Estados deviam US$ 19,872 bilhões a organismos internacionais, bancos e outras instituições. No primeiro pregão da Bolsa deste ano, em 2 de janeiro, essa dívida poderia ser convertida em R$ 40,5 bilhões. Esse montante atingiu R$ 47,6 bilhões, no câmbio de ontem, ou R$ 7,1 bilhões a mais.

As dificuldades dos municípios são menores. Ao todo, eles registraram no Banco Central e no Tesouro Nacional uma dívida de US$ 2,661 bilhões em moeda estrangeira. Em reais, o passivo dos prefeitos subiu de R$ 4,7 bilhões no início do ano para R$ 6,37 bilhões, pela cotação do dólar de ontem. A variação acrescentou R$ 1,67 bilhão.

O governo federal não tem dados mais atualizados que isso. Banco Central e Tesouro Nacional agrupam os números e não têm o detalhamento por Estado, por exemplo. Por isso, a pressão cambial sobre os governadores e prefeitos costuma aparecer primeiro no Congresso, onde deputados e senadores seguem mais de perto a situação dos governos regionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.