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Endividamento e inadimplência recuam em outubro, diz CNC

Altas taxas de juros e fragilidade do mercado de trabalho limitam o consumo e ajudam a reduzir o endividamento

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2016 | 11h46

Os consumidores brasileiros ficaram menos endividados e inadimplentes na passagem de setembro para outubro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que 57,7% das famílias possuíam algum tipo de dívida em outubro, contra uma fatia de 58,2% em setembro. Há um ano, esse porcentual era ainda maior, 62,1%.

"As altas taxas de juros e a fragilidade do mercado de trabalho têm limitado o consumo, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento", justificou o economista da CNC Bruno Fernandes, em nota oficial.

Já a proporção dos entrevistados que relataram ter dívidas em atraso foi de 23,8% em outubro, ante 24,6% em setembro. O resultado, entretanto, é maior do que os 23,1% registrados em outubro de 2015.

O total de famílias que previam permanecer inadimplentes também diminuiu em relação a setembro: 9,4% dos entrevistados afirmaram na pesquisa de outubro que não têm como pagar as dívidas e, portanto, seguiriam inadimplentes. No mês passado, esse porcentual era de 9,6%. Há um ano essa fatia era menor, 8,5%.

A pesquisa considera como dívidas as contas a pagar em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo, prestação de carro ou seguro.

Entre as famílias brasileiras, 21% têm mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas. O cartão de crédito permanece no topo da lista de contas a pagar, citado por 77,1% dos entrevistados. Os carnês estão em segundo lugar, com 14,1% de citações, seguidos pelo financiamento de carro, com 10,2%.

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