Endividamento em São Paulo cai para 54% em novembro

Índice de consumidores endividados tem queda de 16 pontos porcentuais na comparação com 2006

Agência Estado,

27 de novembro de 2007 | 13h58

A taxa de consumidores paulistanos endividados caiu em novembro, enquanto a inadimplência se manteve estável ante outubro deste ano. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apurada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).  Segundo o levantamento, a queda em novembro foi de 2 pontos porcentuais, baixando o índice para 54% ante outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o recuou foi de 16 pontos porcentuais. No que se refere ao nível de inadimplência, o índice permaneceu estável em novembro, em 38%. De acordo com a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimentos entre 3 a 10 salários mínimos (60%), o que corresponde a uma queda de 4 pontos porcentuais em relação a outubro. Já entre os consumidores que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 43%, ante 40% de outubro. A Peic também mostra que 50% dos paulistanos com renda até 3 salários mínimos estão inadimplentes, contra 38% dos que ganham de 3 a 10 salários mínimos, e 23% entre os que possuem renda acima deste patamar. Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas, em novembro o índice apresentou queda de 2 pontos porcentuais, ficando em 31%. Na segmentação por renda, 34% dos consumidores com rendimentos de até 3 salários mínimos têm a sua renda comprometida, enquanto os que ganham de 3 a 10 salários mínimos correspondem a 31%. Entre consumidores com rendimento superior a esse patamar, o percentual é de 29%. A pesquisa mostra ainda que 73% dos consumidores pesquisados declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, contra 70% em outubro. Na segmentação por renda, observa-se que a intenção de pagamento é maior entre consumidores com rendimentos acima de 10 salários mínimos (84%). Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de 3 meses a um ano (40%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (28%) e mais de 1 ano (31%). Atraso Quando analisado o tempo de atraso das dívidas, constatou-se que para 34% dos consumidores o prazo é de até 30 dias, enquanto que para 32% o período é de 30 a 60 dias. Já para 10% o atraso é de 60 a 90 dias, e para os outros 22% o tempo de atraso das dívidas é superior a 90 dias. Com relação aos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontado por 36% dos consumidores, seguido pelo desemprego (24%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, segundo 48% dos consumidores, seguido pelos carnês (24%). 13º salário Segundo a Peic, 31% dos consumidores paulistanos pretendem quitar dívidas com a primeira parcela do 13º salário. Para 28% dos entrevistados, a intenção é poupar esse recurso e outros 20% pretendem realizar compras. Em relação à segunda parcela do 13º salário, 31% querem fazer compras, 27% poupar e 20% quitar dívidas. A Peic é apurada mensalmente pela Fecomercio desde fevereiro de 2004. Os dados são coletados junto a cerca de 1.360 consumidores no município de São Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
Endividamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.