coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Endividamento recua e é o menor desde junho de 2005

O número de consumidores da Região Metropolitana de São Paulo que possuem algum tipo de dívida recuou 3 pontos porcentuais em junho, totalizando 57%, contra 60% em maio. Trata-se do menor índice desde junho do ano anterior, quando 56% dos entrevistados afirmaram deter algum tipo de pendência. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), divulgada nesta quarta-feira.O levantamento aponta ainda que a parcela de endividados com contas em atraso manteve-se praticamente estável, passando para 39% este mês, contra 38% no anterior. Em junho de 2005, o percentual era de 50%."Apesar do atual cenário mostrar-se positivo, o nível de endividamento ainda é bastante elevado" afirma o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman. "Vale lembrar que a renda aumentou em relação a junho do ano passado, mas na comparação a maio de 2006 manteve-se estável.""Isso pode indicar um elevado risco futuro de inadimplência principalmente frente aos consumidores com menor renda, que têm capacidade de pagamento mais restrita", explicou. O rendimento médio real, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou 4,7% em 12 meses findos em abril. No mesmo período, informações do Banco Central mostram que o volume de crédito destinado à pessoa física cresceu cerca de 32% e o consignado teve elevação de 57%.Comprometimento Em relação ao comprometimento da renda dos consumidores (o porcentual empenhado no pagamento de dívidas), houve retração de 3 pontos percentuais, atingindo 34% este mês, contra 37% em maio. O resultado parece refletir a redução do nível de endividamento.Ainda em junho, 75% dos consumidores declararam a intenção de pagar total ou parcialmente parcelas em atraso. Isso significa um aumento de 2 pontos porcentuais em relação ao mês anterior, quando o índice era de 73%. O porcentual daqueles que informaram não poder honrar com seus compromissos recuou, totalizando 23% contra 24% em maio.Em relação ao prazo médio de endividamento, para 24% ele é inferior ou igual a três meses. Para cerca de 48%, o intervalo varia de três meses a um ano. Apenas para 28% ele é superior a 12 meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.