Energia cedida à Argentina pode ser transferida ao Uruguai

Brasil começa envio de 300 MW ao país vizinho neste sábado, volume que deve subir nas próximas semanas

Leonardo Goy, da Agência Estado,

09 de maio de 2008 | 12h28

O Brasil começará neste sábado, 10, a enviar energia para a Argentina, com 300 megawatts (MW) médios iniciais, que podem ser transferidos pelos argentinos ao Uruguai num primeiro momento, informou o Ministério de Minas e Energia nesta sexta. Nas próximas semanas, esse volume poderá subir e chegar a patamares entre 800 MW e 1.500 MW. Nesses primeiros dias, é possível que a Argentina reenvie os 300 MW médios recebidos do Brasil para o Uruguai. De acordo com o governo brasileiro, os argentinos pediram autorização para fazer essa transferência, se fosse necessário. O Uruguai também solicitou ajuda energética ao Brasil, mas a capacidade de transferência entre os sistemas brasileiro e uruguaio é de apenas 72 MW. Assim, como atualmente a necessidade argentina ainda está mais branda, poderá haver esse reenvio de energia brasileira ao Uruguai. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, esses 300 MW serão produzidos por usinas termoelétricas movidas a óleo combustível e diesel. Pelo acordo firmado entre os dois governos, o Brasil permanecerá enviando energia ao país vizinho até o fim do inverno. Entre os meses de setembro e dezembro, quando a demanda argentina recuar, será feita a devolução da energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está realizando consulta pública para discutir os procedimentos que deverão ser observados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no envio de energia para a Argentina. A consulta se estenderá até a próxima quarta-feira, dia 14. O início do envio de energia, porém, já pode começar amanhã. Depois que forem aprovadas pela Aneel, essas regras terão aplicação retroativa. Entre os procedimentos em discussão na agência está, por exemplo, a previsão de que eventuais reduções dos reservatórios das hidrelétricas, causadas pela exportação de energia à Argentina, não poderão ser levadas em conta na formação de preço do mercado de curto prazo.

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