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Energia de biomassa pode reduzir risco de apagão, diz ONS

Segundo diretor do Operador, leilão de biomassa pode reduzir para 4,5% a possibilidade de déficit de energia

Kelly Lima, da Agência Estado,

06 de agosto de 2008 | 11h02

O Operador Nacional do Sistema (ONS) já admite a possibilidade de que haja uma redução no risco do déficit de energia tão logo ocorra o leilão de biomassa, marcado para o próximo dia 14 de agosto. Em entrevista durante o Energy Summit no Rio, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que, se forem negociados em torno de 1.600 MW médios de energia de biomassa no leilão, o risco, que hoje é de 5,4%, cairá para 4,5% no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste em 2012. Para o subsistema Sul, este risco também cai: de 6,4% para 4,6% em 2012. O risco do déficit estava calculado no Plano Anual de Operação Energética (PEN). Segundo Chipp, esses 1.600 MW médios equivalem a um armazenamento de aproximadamente 4% dos reservatórios do subsistema Sudeste. No total, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pela organização do leilão, foram habilitados 5.234 MW de capacidade (2.100 MW médios de garantia física), provenientes de 96 usinas, para o leilão de reserva. Ainda segundo Chipp, o ONS solicitou ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a implantação de reforços no sistema de interligação norte-sul. Ele explicou que a estratégia será minimizar a diferença dos custos marginais de operação (CMO) entre os submercados Norte/Nordeste e Sul/Sudeste. O CMO previsto para 2012 é de R$ 212/MWh para o Nordeste e de R$ 218,87/MWh para o Norte. Já para o Sul e o Sudeste os valores são de R$ 261,05/MWh e de R$ 267,65/MWh, respectivamente.  "Uma diferença de R$ 50 o MWh é muito significativa", disse Chipp, que defende a construção de um novo circuito no linhão Norte/Sul para reduzir esta diferença. Ele frisou, entretanto, que não há ainda uma solução indicada pelo comitê.

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