Energia de Jirau pode ser gerada um ano mais cedo

O consórcio vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Jirau pretende antecipar para dezembro de 2011 o início da geração de energia da usina. Pelo cronograma original do edital, o início do fornecimento estava previsto para janeiro de 2013. Essa nova data, anunciada hoje pelo presidente da empresa formada pelo consórcio vencedor Energia Sustentável do Brasil, Victor-Frank Paranhos, representa um novo avanço em relação à previsão de abril de 2012, divulgada logo após o leilão, no último dia 19.Segundo Paranhos, a antecipação em mais de um ano só será possível se a licença de instalação da usina for emitida pelo Ibama até agosto, para que as obras possam começar entre o fim de agosto e início de setembro. Segundo ele, a Suez, líder do consórcio, assinou um contrato com a Camargo Corrêa, que também é sócia do grupo e que será responsável pela obra. A Camargo poderá pagar uma multa se não cumprir esse prazo. Paranhos esclareceu, no entanto, que o prazo de 2011 só será válido se a Suez conseguir a licença de instalação no prazo adequado.LocalParanhos participou hoje de reunião técnica com os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na qual foram expostos os motivos pelos quais o consórcio pretende alterar o local de instalação da usina, em 9 quilômetros. Entre os argumentos do consórcio está o de que em praticamente todas as usinas licitadas o eixo de construção da barragem acabou sendo modificado em relação ao projeto original. Ele lembrou que o próprio governo, por meio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), deslocou em 500 metros o eixo de Jirau, quando refez a projeção de investimentos previstos para a usina. "O projeto original feito por Furnas e Odebrecht implicava em investimentos de R$ 12 bilhões e uma tarifa de R$ 120 por megawatt-hora (MWh). Nós fechamos o orçamento em R$ 9 bilhões e vamos antecipar o início do fornecimento da usina", disse Paranhos. O executivo disse que, se não houvesse mudança do local de construção da usina, a tarifa de Jirau teria que ficar entre R$ 108 e R$ 110 por MWh, bem acima do preço de R$ 71,4 oferecido pelo consórcio vencedor. Segundo Paranhos, em um prazo de 60 a 90 dias o consórcio entregará à Aneel os estudos técnicos completos sobre o novo eixo.

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