Energia elétrica deve pressionar inflação do mês de março

Os preços controlados pelo governo, entre eles o custo da conta de luz, voltarão a pesar no orçamento das famílias

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2015 | 13h36

Os bens e serviços monitorados - controlados pelo governo - voltarão a exercer forte pressão sobre a inflação de março, segundo a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. "No mês de março, já estão previstos vários aumentos importantes, aumentos de itens que têm um peso significativo no orçamento das famílias, e o principal deles é energia elétrica, que já foi reajustada em todas as regiões metropolitanas não só em termos de tarifas como também na parcela extra que é a bandeira tarifária", apontou Eulina.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira, 6, os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, mostrando que a gasolina sozinha foi responsável por um quarto da taxa de 1,22% de inflação do mês. Em janeiro, o principal impacto foi da energia elétrica, que pode voltar a ser o vilão da próxima divulgação.

A partir de 2 de março, entrou em vigor a parcela extra das bandeiras tarifárias, que repassa ao consumidor o custo maior pelo acionamento de usinas térmicas. Houve um reajuste médio de 80% no valor da parcela da conta de luz referente à bandeira tarifária, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50 por 100 kw consumidos, lembrou o IBGE.

Também a partir de 2 de março, passaram a vigorar reajustes no Rio de Janeiro (de 22,50%, em uma das concessionárias), Porto Alegre (de, 22,37% na taxa de iluminação pública e de 22% a 39% nas contas das concessionárias locais), Belo Horizonte (28,80%), Recife (2,20%), São Paulo (31,90% em uma das concessionárias), Brasília (24,10%), Belém (3,60%), Fortaleza (10,30%), Salvador (5,40%), Curitiba (26,40%), Goiânia (27,10%), Vitória (26,30%) e Campo Grande (27,90%).

Outras pressões virão de aumentos na taxa de água e esgoto no Recife (8,3%, a partir de 20 de março), Brasília (16,20%, em 1º de março) e Goiânia (2,40%, em 1º de março); ônibus urbano em Porto Alegre (10,85% a partir de 22 de fevereiro), Curitiba (15,78% desde 6 de fevereiro) e Goiânia (17,85% em 16 de fevereiro); e ônibus Intermunicipal em Curitiba (10% desde 8 de fevereiro).

"Então março provavelmente vai ser um mês em que a pressão dos monitorados sobre a inflação vai ser bastante forte", previu a coordenadora do IBGE.

Já a tarifa de telefone fixo contribuirá negativamente, devido à redução média de 22% no valor das ligações para telefone, em vigor desde 24 de fevereiro. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.