Energia elétrica sobe 4,15% em agosto, o maior impacto no IPCA-15 do mês

Houve aumento nas tarifas de energia nas regiões metropolitanas de Curitiba, São Paulo e Belém

Daniela Amorim, Agência Estado

20 de agosto de 2014 | 09h14

RIO - Os reajustes nas tarifas de energia elétrica fizeram a conta de luz ficar 4,25% mais cara aos consumidores no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item teve o maior impacto na inflação de 0,14% no mês, uma contribuição de 0,12 ponto porcentual.

Houve aumento nas tarifas de energia nas regiões metropolitanas de Curitiba (23,85%), devido ao reajuste de 24,86% autorizado em 22 de julho e retroativo a 24 de junho; São Paulo (9,55%), decorrente do reajuste de 18% a partir de 4 de julho; e Belém (6,80%), com reajuste de 34,41% em 7 de agosto.

Como resultado, as despesas com habitação aceleraram de 0,48% em julho para 1,44% em agosto, a maior variação e também maior impacto de grupo no IPCA-15 do mês, com uma contribuição de 0,20 ponto porcentual para a inflação.

Houve pressão ainda dos itens artigos de limpeza (1,47%), taxa de água e esgoto (1,37%), condomínio (1,36%), aluguel residencial (0,66%) e mão de obra para pequenos reparos (0,66%). A taxa de água e esgoto aumentou nas regiões metropolitanas de Fortaleza (5,49%), devido ao reajuste de 7,30% em 6 de julho, Rio de Janeiro (2,92%), com reajuste de 6,75% a partir de 1º de agosto, e São Paulo (3,24%), onde houve menor intensidade do alcance do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, que concede 30% de desconto aos usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal.

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