Energia está garantida até 2010, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que, com os investimentos que estão sendo realizados, o Brasil não sofrerá problemas de abastecimento de energia até pelo menos 2010. Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula aproveitou para criticar o governo anterior, lembrando do "apagão "de 2001, que ocorreu por "desleixo". "Houve um desleixo durante muito tempo em não construir as hidrelétricas que o Brasil precisava". Ainda lembrando do problemas de 2001, o presidente falou da necessidade de investimento em linhas de transmissão. "Não tínhamos uma interligação entre os vários sistemas de produção de energia. Tínhamos em 2001 um excesso de chuvas e, portanto, de água nas represas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, e não tínhamos em São Paulo e Minas Gerais. Como não tinha linha de transmissão para trazer energia de lá para cá, nós não pudemos produzir no Sul o excesso de energia que poderia resolver o problema de São Paulo, de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro". Lula disse que em seu governo decidiu-se fazer "uma verdadeira revolução" na construção de linhas de transmissão. "Só para ter idéia, em 34 meses nós já produzimos 9.627 quilômetros de linhas de transmissão. Isso representa um aumento de 13%, com investimentos de R$ 5 bilhões". Ele lembrou ainda que vai ocorrer um novo leilão, de 3.422 quilômetros de linhas, que vão do Pará ao Rio Grande do Sul, com investimentos de quase R$ 3 bilhões. "Quando nós concluirmos esse segundo leilão, em 2007, o sistema todo estará interligado. Então, quando tiver excesso de energia no Norte do País, você pode transferir a energia para outra região Quando tiver excesso de energia aqui no Centro-Oeste, você pode transferir essa energia, por causa das linhas de transmissão que nós fizemos, para outras regiões do país, evitando assim que ocorra um novo apagão." Lula destacou também que existem 15 hidrelétricas em construção e duas termelétricas. Para o presidente, isso é um fator de atração de investidores estrangeiros. "Se tiver energia, ele (o investidor) vem. Se não tiver energia, ele não vem, vai para outro país. Portanto, nós precisamos garantir a energia."

Agencia Estado,

14 Novembro 2005 | 10h01

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