Energia fica mais cara no interior de SP

As tarifas de energia elétrica estarão mais caras, a partir desta sexta-feira, em 54 cidades do interior e litoral paulista. As tarifas da Bandeirante Energia serão reajustadas em 15,95%, na média, e as da CPFL Piratininga aumentarão 14%. A Bandeirante atende 1,25 milhão de consumidores em 28 municípios da região do Alto Tietê e do Vale do Paraíba. A CPFL Piratininga atende 1,16 milhão de consumidores em 26 municípios da Baixada Santista e do Oeste Paulista. Os reajustes serão diferenciados por classe de consumidor. Para os residenciais e demais atendidos em baixa tensão, o reajuste será de 10,14% na Piratininga e de 12,55% na Bandeirante. Para os consumidores industriais e os demais atendidos em alta tensão, o aumento será de 19,07% na Piratininga e de 16,94% na Bandeirante. Os reajustes anuais foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).A Agência divulgou também a revisão tarifária da Companhia de Estadual de Energia Elétrica - CEEE, que será de 6,45%, na média, e entrará em vigor a partir de segunda-feira, 25 de outubro de 2004. Os consumidores atendidos em alta tensão, principalmente industriais, terão reajuste de 9,87%, e os de baixa tensão terão reajuste de 4,89%. A Aneel determinou também que o redutor de produtividade da empresa (fator X) será de 3,5119%. Este porcentual será reduzido do reajuste anual ao qual a distribuidora terá direito em 2005.A diferença entre os índices industriais e residenciais é conseqüência de uma política do governo para acabar com o subsídio que historicamente os consumidores residenciais concedem aos industriais. Até 2007 as tarifas deverão estar realinhadas, segundo o Ministério de Minas e Energia. Já a diferença deste reajuste em relação ao das duas outras distribuidoras, é que o reajuste anual é calculado com base nos índices dos contratos e no repasse automático de alguns custos, como a energia importada. Já a revisão tarifária ocorre a cada quatro anos, e tem por objetivo verificar se a empresa está tendo ganhos ou perdas acima do aceitável. Todos os custos são reavaliados, comparados com as contas de uma empresa ideal, e é definida a tarifa suficiente para garantir o equilíbrio da concessão.

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