Energia nuclear pode ser futuro do País, diz Tolmasquim

O futuro da geração de energia no Brasil pode ser a construção de usinas nucleares, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim. Mas, como o País ainda possui abundância de matrizes energéticas, a prioridade é esgotar os demais recursos disponíveis, como hidrelétricas e parques eólicos. A geração nuclear não seria uma questão urgente.

DANIELA AMORIM E ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

29 de abril de 2011 | 12h08

"É provável que a energia nuclear seja a melhor opção no futuro porque o Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo. Além disso, é um dos poucos países que detêm a tecnologia para o enriquecimento. Mas o País pode pensar no programa nuclear com tranquilidade, sem afobamento", disse Tolmasquim.

O presidente da EPE afirmou ainda que a discussão em torno do Plano de Emergência para a usina nuclear de Angra 3, que ganhou força depois da tragédia nuclear em Fukushima, no Japão, não deve atrapalhar o cronograma das obras. A mobilização internacional sobre o tema estaria sendo acompanhada de perto pelo governo, mas possíveis mudanças afetariam apenas as próximas usinas a serem construídas no País. "O projeto de Angra 3 já está fechado. Nada muda. A usina vai começar a operar na data prevista, se não me engano em 2016", disse.

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