Energia perde força, alimento sobe e inflação em SP fica estável

A inflação ao consumidor em São Paulo ficou praticamente estável no início deste mês, já que uma desaceleração da alta dos preços de energia elétrica foi contrabalançada por um avanço maior dos alimentos.

REUTERS

09 de setembro de 2009 | 07h16

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,47 na primeira quadrissemana de setembro, ante alta de 0,48 por cento no mês de agosto, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam uma taxa de 0,46 por cento.

Os preços do grupo Habitação subiram 1,13 por cento nesta leitura, abaixo da alta de 1,23 por cento na anterior. Esse grupo foi fortemente impactado em agosto pelo reajuste da energia elétrica e deverá mostrar arrefecimento ao longo de setembro, até o esgotamento no fechamento do mês.

Já os custos de Alimentação subiram 0,39 por cento na abertura de setembro, contra elevação de 0,22 por cento em agosto.

Os preços de Transportes passaram para alta, de 0,03 por cento, após declinarem 0,05 por cento em agosto, enquanto os de Despesas Pessoais ficaram estáveis depois de subirem 0,14 por cento no dado anterior.

Os custos de Saúde aceleraram a alta, enquanto os de Vestuário passaram para o negativo.

O IPC da primeira quadrissemana mediu os preços de 8 de agosto a 7 de setembro.

Veja abaixo a variação de preços dos principais grupos de produtos e serviços:

1a quadri Agosto

- Habitação: +1,13% +1,23%

- Alimentação: +0,39% +0,22%

- Transportes: +0,03% -0,05%

- Despesas pessoais: 0,00% +0,14%

- Saúde: +0,22% +0,14%

- Vestuário: -0,10% +0,07%

- Educação: +0,03% +0,04%

O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

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