Energia: período de corte poderá durar menos

Com o objetivo de viabilizar um maior número de cortes no fornecimento de energia aos consumidores que não cumprirem a meta de consumo, A Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) estuda a proposta de redução do período em que o consumidor ficará sem luz. Hoje, o prazo é de até três dias, mas pode ser reduzido para até 24 horas. Na prática, a medida permite que as distribuidoras façam uma quantidade maior de desligamentos, dando a impressão de que mais consumidores estariam sendo punidos porque ultrapassaram as metas de gastos de luz elétrica. As distribuidoras serão obrigadas a manter equipes para realizarem os cortes no fornecimento. O ministro de Minas e Energia, José Jorge, informou ontem que as concessionárias que afrouxarem nos desligamentos poderão ser punidas com multas que serão recolhidas ao caixa da Agência Nacional de Energia elétrica (Aneel).José Jorge explicou que o principal objetivo é mostrar a autoridade do governo federal quanto ao cumprimento do plano de racionamento de energia que estabelece corte global de 20%. As novas regras vão ser fixadas na próxima reunião da GCE, que acontecerá na próxima semana, e devem levar em consideração a diminuição de carga para determinada região. O ministro explicou que o endurecimento para com as distribuidoras se faz necessário como incentivo para que os consumidores continuem a cumprir as metas de racionamento. O balanço divulgado ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontou que os Estados das Regiões Sudeste e Centro-Oeste conseguiram uma economia de 18,9% nos 12 primeiros dias de setembro. Esse resultado ficou 1,1 ponto porcentual abaixo da meta fixada.No Nordeste, este desempenho ficou em 18,1%, ou seja, quase dois pontos porcentuais abaixo do estabelecido pelo governo federal. A surpresa veio da Região Norte, que chegou a uma redução de 20,4%, ou seja, acima da meta de 20%.

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