Energia puxa inflação ao produtor na zona do euro

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) avançou 0,8% em novembro ante outubro e subiu 4,1% ante novembro de 2006, de acordo com dados divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Européia (Eurostat). Os números vieram em linha com o esperado por analistas consultados pela Dow Jones, que previam alta de 0,8% no PPI mensal e de 4,0% no anual.A taxa, a maior dos últimos seis meses tanto em termos mensais quanto anuais, foi puxada pela alta nos preços de energia. Excluindo a elevação nos preços de energia, o PPI da zona do euro subiu 0,1% em novembro ante outubro e 3,2% ante novembro de 2006. Os dados de outubro foram revisados e a taxa mensal subiu para 0,7%; a anual ficou inalterada em 3,3%. ConfiançaA confiança do consumidor e industrial da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) piorou entre novembro e dezembro, conforme pesquisa da Comissão Européia. Apesar disso, a queda no sentimento econômico foi menor do que a esperada e a confiança no setor de serviços aumentou. De acordo com a pesquisa, a confiança industrial caiu de 3 em novembro para 2 em dezembro, enquanto a confiança do consumidor recuou de -8 em novembro para -9 em dezembro. Os dois dados vieram em linha com as previsões. Já a confiança no setor de serviços subiu de 13 em novembro para 14 em dezembro. Como resultado, o sentimento econômico caiu de 104,8 em novembro para 104,7 em dezembro, ante as previsões de queda a 104,2.O enfraquecimento da confiança industrial foi influenciado pela queda nas novas encomendas, apesar de as encomendas para exportação terem ficado inalteradas, mesmo com a alta do euro.Os consumidores ficaram mais pessimistas com o cenário econômico em geral e com suas perspectivas financeiras pessoais para os próximos 12 meses, mas não se tornaram mais temerosos de perder seu emprego nem menos dispostos a fazer grandes compras, segundo a pesquisa. Os consumidores da zona do euro tampouco revisaram em alta suas expectativas com inflação para os próximos 12 meses à luz da elevação do preço petróleo e da já elevada taxa de inflação da região. As informações são da Dow Jones.

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