José Cruz/Agência Brasil
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Energia 'sem fio' em Roraima acabaria com 'pedágio para índio' e 'achaque' de ONGs, diz Bolsonaro

Presidente não apresentou indícios de que essas cobranças são feitas; o Estado era abastecimento principalmente pela energia importada da Venezuela

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2020 | 12h41

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta quarta-feira, 15, que a energia "sem fio", tecnologia que ele deverá conhecer em viagem aos Estados Unidos em fevereiro, resolveria o abastecimento de Roraima. Segundo ele, essa suposta solução terminaria com pagamento de "pedágio" a indígenas e "achaque" de ONGs.

"Vou estar nos Estados Unidos, onde vai ser apresentada para mim a transmissão de energia elétrica sem meios físicos. Imaginou? O problema de Roraima está resolvido. Não tem que pagar pedágio para índio, não tem que submeter a achaque de ONG", disse Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada, sem apresentar indícios de que essas cobranças são feitas.

Roraima tem enfrentado dificuldade energética. O Estado era abastecido principalmente por importação de energia da Venezuela. O governo federal pretende conectar a capital Boa Vista com o sistema interligado nacional de energia, mas a construção de uma linha de 750 quilômetros de extensão não foi executada por barreiras socioambientais e deficiências nos estudos de licenciamento.

O presidente também voltou a acusar, sem provas, ONGs de incendiarem a floresta. Bolsonaro disse que aguarda a conclusão de investigação sobre membros da ONG Brigadas de Alter do Chão, do Pará, que foram detidos por suspeita de queimadas na Amazônia, mas soltos dias mais tarde. A investigação já foi contestada pelo Ministério Público Federal (MPF). "Estou aguardando a solução daquele inquérito das queimadas. Ongueiro tacando fogo na floresta e botando na minha conta. Quando falei, o mundo caiu na minha cabeça, aí, depois, vem a realidade aí", disse Bolsonaro. 

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