Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Energia solar atrai investimento estrangeiro

Empresas do Canadá, dos EUA e da China planejam fábricas no País para aproveitar incentivo aos painéis

Reuters

03 Setembro 2015 | 02h05

A canadense Canadian Solar, a norte-americana SunEdison e a chinesa BYD estão em negociações avançadas e devem anunciar em breve investimentos em fábricas de painéis solares fotovoltaicos no Brasil, disseram ontem representantes das empresas presentes em uma feira do setor em São Paulo.

As companhias correm para atender a um mercado em expansão, que caiu nas graças do governo este ano e deve ter leilões anuais, além de um plano de estímulo a instalações de menor porte, em telhados.

Esses primeiros investimentos estrangeiros em unidades locais também visam a atender a uma exigência para que a compra dos equipamentos possa ser financiada em condições mais favoráveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O BNDES criou um programa de aumento gradual do índice de nacionalização dos painéis solares, que no início precisarão de apenas de componentes menores e montagem locais. Nos dois primeiros leilões para energia solar promovidos no País foram contratados um total de 2 gigawatts em potência instalada, em empreendimentos a serem implementados até 2017.

A SunEdison, que viabilizou usinas em parceria com a brasileira Renova, promete revelar nas próximas semanas os planos para uma fábrica de painéis, segundo o diretor da empresa no país, Luis Pita.

O gerente geral para as Américas da Canadian Solar, Thomas Koerner, disse que a empresa também instalará uma fábrica no Brasil. A canadense, assim como a SunEdison, comercializou a energia de usinas solares nos leilões promovidos pelo governo, e com uma unidade local pretende fornecer para esses e outros empreendimentos. Segundo Koerner, a operação local visa a atender toda a América do Sul. O executivo disse que escritório de São Paulo já fecha vendas para clientes do Chile e da Argentina.

Outro investidor que já negocia a entrada no setor é a chinesa BYD, que pretende anunciar oficialmente a construção de uma planta de módulos fotovoltaicos no Brasil até o segundo trimestre de 2016. A companhia já tem uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas (SP) e assinou memorando de entendimento para investir R$ 150 milhões em uma unidade de energia solar. "Estamos negociando parcerias para fornecer às empresas que participam dos leilões", disse a gerente de Marketing da BYD Brasil, Joanne Wei.

O investimento em unidades no país, no entanto, ainda não é unanimidade. O gerente de vendas no Brasil da chinesa Jinko Solar, Rafael Rieiro, disse que a empresa passou seis meses estudando a alternativa, mas preferiu apostar nas importações. "Nossos clientes não querem pagar mais para ter um produto fabricado no Brasil."

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