AES Brasil/Divulgação
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Eneva submete ao BNDES potencial nova oferta pela AES Tietê, mas reduz valor em dinheiro

Primeira proposta apresentada pela geradora de energia brasileira incluía parcela de R$ R$ 2,750 bilhões; agora, valor é de R$ 727,890 milhões

Reuters, Agências Internacionais

24 de julho de 2020 | 00h03

Em um novo capítulo da disputa envolvendo a AES Corp e a Eneva, a geradora brasileira comunicou nesta quinta-feira, 23, que apresentou hoje à BNDES Participações (BNDESPar) os termos e as condições para uma "potencial operação de combinação de negócios" com geradora hídrica. De acordo com o comunicado, a operação incluiria um prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias na data de hoje.    

A Eneva afirma que vai submeter à administração da AES Tietê uma nova "proposta de incorporação envolvendo as duas companhias" caso seja vencedora no processo de venda da fatia do BNDESPar na geradora hídrica. A troca seria correspondente a 0,06539522 nova ação ordinária de emissão da Eneva para cada ON ou PN de emissão da AES Tietê ou de 0,32697609 por Unit, totalizando 130.498.292 novas ON de emissão da Eneva, além de uma parcela em dinheiro equivalente a R$ 0,36 por cada ON ou PN ou R$ 1,82 por Unit, totalizando o montante R$ 727,890 milhões.  

Os novos valores apresentados, contudo, indicam que a Eneva irá colocar menos dinheiro na operação, o que pode desagradar minoritários da AES Tietê. A primeira proposta, apresentada no começo de março, compreendia uma relação de troca de 0,0461 ação ordinária de emissão da Eneva para cada ON ou PN da AES Tietê ou de 0,2305 por Unit, mais uma parcela em dinheiro total de R$ 2,750 bilhões, equivalente a R$1,38 por cada ação ordinária ou preferencial ou R$ 6,89 por UNIT.    

Para a Eneva, a criação entre as duas companhias "criaria uma plataforma eficiente de ativos de geração de energia, com grande diferencial competitivo, viabilizaria a ampliação da geração de receita e menor volatilidade do fluxo de caixa". A empresa afirma ainda que a operação oferecia "um salto de governança corporativa para os acionistas da AES Tietê, que passariam a compor a base acionária de uma empresa maior e com mais liquidez, listada no Novo Mercado da B3".    

"A combinação de negócios segue sendo uma operação com méritos e com potencial de gerar significativos benefícios para os acionistas e demais stakeholders de ambas as companhias", afirma a Eneva.

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