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Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Engenheiro brasileiro vira fornecedor mundial de usinas eólicas da GE

Em Sorocaba (SP) está outro exemplo do acerto na aposta nos negócios ''''ecologicamente corretos''''. Lá funciona a fábrica da Tecsis, de onde saem anualmente 4 mil pás que abastecem usinas eólicas - movidas pela força dos ventos - em dez países. A empresa, fundada pelo curitibano Bento Koike, de 51 anos, tem 12 anos e já é a segunda maior produtora independente de pás para esse fim no mundo.No ano passado, a trajetória de crescimento da empresa foi coroada com um contrato estimado em US$ 1 bilhão com a General Electric, a multinacional americana líder nesse tipo de energia - Koike, no entanto, não confirma o valor da transação.''''Criei um modelo inovador de negócios nessa área'''', diz Koike, engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Quando criou a empresa, nos anos 90, a energia eólica ainda não havia se consolidado como economicamente viável. Hoje, a decisão de Koike mostra seus resultados. Avesso à exposição - ele só concordou em responder a algumas perguntas por e-mail -, ele acredita que investir em sustentabilidade se tornou mais que bom negócio. ''''É uma questão de responsabilidade.''''Outro empresário brasileiro que começa a lucrar com a economia verde é Eugênio Singer, paulista de 53 anos que está à frente da Ecosorb. A companhia, especializada na prevenção e tratamento de acidentes ambientais, começou a se expandir a partir do acidente da Petrobrás na Baía de Guanabara, em 2000. ''''Até então, não existia esse tipo de serviço bem estruturado no País'''', diz. O senso de oportunidade colocou a empresa numa trajetória de crescimento de 20% a 30% ao ano a partir de 2002. Em maio, recebeu R$ 20 milhões do fundo de investimentos Stratus.Formado em engenharia civil na Unicamp, Singer sempre esteve ligado à área ambiental. No final dos anos 80, fundou a empresa Recursos Ambientais Ltda., logo comprada pelo grupo Semco por cerca de US$ 400 mil, em valores da época. Em seguida, o empresário associou-se à multinacional ERM, uma das líderes em consultoria ambiental. Em 2006, saiu da ERM para a Ecosorb.Só neste ano, a Ecosorb deve faturar R$ 15 milhões, um crescimento de 100% ante 2006. Singer, um dos cinco acionistas da empresa, não esconde que está, sim, lucrando com esse negócio. ''''Sempre acreditei nesse mercado.''''

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2024 | 00h00

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