Ensino privado na mira do MEC MAL NA FOTO

Na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma lista de cursos de ensino superior que terão o vestibular suspenso por causa do desempenho ruim nas avaliações que foram realizadas entre 2008 e 2011. No topo do ranking, com o maior número de cursos com notas baixas, estão duas das maiores instituições privadas do País: Estácio de Sá e Anhanguera, ambas de capital aberto.

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2012 | 04h34

Levantamento feito pela CM Consultoria, especializada em educação, mostra que a carioca Estácio tem 26 cursos, em oito instituições de ensino, que estão sujeitas à punição do MEC. Na Anhanguera, são 15. Desse total, oito cursos fazem parte da grade da Uniban, que foi adquirida no fim do ano passado. A Kroton aparece na lista com três cursos mal avaliados, dos quais dois são da Uniasselvi, instituição de ensino à distância comprada pelo grupo no meio do ano. No dia da divulgação, as empresas foram penalizadas na bolsa, mas logo recuperaram o fôlego.

A Estácio alegou que está em período de silêncio e não comentou a lista do MEC. A Anhanguera ressaltou, por meio de nota, que os cursos estão concentrados em instituições adquiridas pelo grupo recentemente e que, portanto, "refletem os resultados da antiga gestão". A Kroton apontou que um dos cursos já está apresentando melhoras e que os outros dois estão passando por uma fase de integração ao modelo do grupo.

TECNOLOGIA

Stefanini: mais aquisições

A Stefanini Solutions, de TI, deve anunciar novas aquisições em 2013. O foco são companhias brasileiras que tragam inovação tecnológica ou empresas estrangeiras que atuem em mercados onde hoje a Stefanini não está presente. Mas a empresa estuda um novo modelo para as aquisições: quer fechar negócios com parceiros, como fundos de investimento e outras companhias. A estratégia é diferente da que usou nas oito aquisições feitas desde 2009. Nesses casos, a empresa atuou sozinha e sempre comprou o controle. "É uma maneira de compartilhar riscos e experiências com parceiros", explicou o fundador da empresa, Marco Stefanini. "Comprar fatias minoritárias abre mais oportunidades porque muitos empresários não querem vender o controle", disse.

VAREJO

Boticário reformula Eudora

Quase dois anos depois do lançamento de sua segunda marca, a Eudora, o Grupo Boticário decidiu reduzir o apelo "sexy" que marcou o lançamento da linha, em abril de 2011. Nos shoppings, promotoras foram contratadas para, nesta época de Natal, "reapresentar" às consumidoras a marca Eudora - focada na venda direta, mas com 14 unidades em sete estados. O design original da loja, antes marcado pelas cores roxo e preto (consideradas pouco convidativas por especialistas em varejo), recebeu modificações consideráveis. Além de um desenho mais aberto, a cor oficial da Eudora foi alterada para um discreto salmão. A empresa diz que esse tipo de ajuste, após pesquisas com consumidoras, é comum no varejo de perfumaria e cosméticos.

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