Entenda a influência da Bolsa de NY sobre a Bovespa

Queda das ações no Brasil não tem origem em problema econômico no País

Da Redação,

18 de março de 2008 | 11h23

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 5,48% no mês de março, até o dia 17, arrastada pela queda das bolsas norte-americanas. Só na segunda-feira, a queda foi de 3,19%. A expectativa é que as ações no Brasil continuem acompanhando o desempenho das bolsas nos EUA. Quando a economia nos Estados Unidos entra em um processo de desaceleração, como o atual, o lucro das empresas fica comprometido, o que tem impacto direto sobre o preço dos papéis das companhias norte-americanas. No Brasil, isso também acontece, mas a queda das ações agora não tem origem neste problema, já que a economia brasileira vai bem e a perspectiva é que o país continue crescendo em 2008. Aqui, o que acontece agora é que muitos investidores que compram ações no Brasil também têm papéis de empresas no exterior. Quando o preço das ações lá fora cai, eles vendem seus papéis na Bovespa para cobrir perdas no exterior. Para se ter uma idéia, as ações da Companhia Vale do Rio Doce foram as que mais perderam nesta segunda-feira, dia de pânico nos mercados. Enquanto o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - caiu 3,19%, as ações ordinárias da Petrobras despencaram 6,1%. As ações da Petrobras ficaram no segundo lugar do ranking de maiores perdas. Caíram 5,3%. Estas ações são as que mais sofrem porque são as de maior liquidez (facilidade de negociação). Todos os grandes investidores têm em carteira ações destas empresas. Quando é preciso vender ativos para recuperar perdas, os investidores vendem primeiro estas ações. A grande oferta faz com que o preço da ação despenque.

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