Entenda a novela do Banespa

A intervenção federal no Banespa estendeu-se de dezembro de 1994 a dezembro de 1996, quando o banco apresentava um rombo de R$ 15 bilhões. Nesse período, o governador Mário Covas ainda tentou reverter a situação da instituição, mas isso não aconteceu. Pior: a demora na implementação do acordo fez a dívida de São Paulo com o Banespa crescer em R$ 3 bilhões. Durante esses dois anos, as ações do banco caíram 36,27%.Mas o controle do banco não voltou para o Governo de São Paulo. O patrimônio oferecido não era suficiente para saldar as dívidas. A alternativa foi federalizar o banco para, posteriormente, privatizá-lo. Isso aconteceu em maio de 1997, quando foi assinado o acordo para refinanciamento da dívida da instituição. O acionista do banco ganhou com a operação. De acordo com pesquisa de Nívea Vargas, durante 1997, as ações do banco tiveram valorização de 876,4%. No mesmo período, o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou ganho de 44,83%.O processo de privatização passou por alguns tropeços, como a desvalorização do real, multas cobradas pela Receita Federal e brigas políticas. Mesmo assim, o preço das ações continuou a subir com a perspectiva de privatização do banco. Em 1998, o ganho foi de 15,30%; em 1999, 28%. Em 2000, caíram e até hoje acumulam queda de 8,93%.

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