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Entenda a venda das ações da BM&F, marcada para o dia 30

Veja o que está envolvido na oferta da Bolsa e quais são as regras para comprar ações

Agência Estado,

27 de novembro de 2007 | 15h36

A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) vai lançar ações na Bolsa no final de novembro. A operação deve chegar a R$ 5 bilhões. A instituição já divulgou o prospecto da sua Oferta Pública Inicial (IPO) e, portanto, quem pretende comprar papéis da BM&F deve ficar atento para os detalhes. Veja abaixo o que está envolvido na oferta da Bolsa e quais são as regras para comprar ações:   1- Quantas ações a BM&F pretende lançar?   A BM&F vai ofertar 260.160.736 ações, mas este total poderá ser acrescido de um lote suplementar de até 15% da oferta inicial, o que levaria a operação para 39.024.120 ações.   2- Qual será o preço das ações?   O preço de referência para a oferta era de R$ 15,50 por ação, o que daria R$ 4,032 bilhões, considerando apenas a oferta inicial, e R$ 4,637 bilhões, incluindo o lote suplementar. Mas o preço foi alterado para o intervalo entre R$ 18 e R$ 20 e será fixado pelo procedimento de bookbuilding (ferramenta para a apuração de intenções de compra), que refletirá o valor ofertado por investidores institucionais. O preço será fixado no dia 28.   3- Qual é o procedimento para quem pretende comprar ações da BM&F? As reservas pelas pessoas físicas deverão ser feitas do dia 19 ao dia 27, em bancos e corretoras.   4- Quando será feita a Oferta Pública Inicial da BM&F? A estréia da BM&F na Bovespa está marcada para o dia 30 de novembro.   5- Quanto cada investidor pode comprar em ações da BM&F?   O valor mínimo de investimento é de R$ 5 mil e o máximo, R$ 300 mil.   6- Há algum custo, alguma taxa a ser cobrada do investidor?   Não haverá custos ao investidor - as comissões serão arcadas pelos acionistas vendedores e os emolumentos, taxas de registro e de listagem serão pagos pela companhia.   7- Como serão atendidas as propostas dos investidores pessoa física? De acordo com o prospecto da operação, de 10% a 20% da oferta será destinado ao investimento no varejo. Deste total, 1% será prioritariamente destinado aos empregados das corretoras.   8- E o que acontece se a demanda superar o total ofertado pela Bolsa?   Se a reserva por investidores de varejo superar a oferta haverá rateio na distribuição das ações, de acordo com a classificação do investidor no pedido de reserva. O primeiro rateio vai atender o pedido de investidores prioritários até o limite de R$ 20 mil, mesma regra do IPO da Bovespa. Se sobrarem recursos, serão atendidos os não-prioritários até R$ 5 mil. Na seqüência, havendo sobra, voltam a ser atendidos os prioritários, na proporção de seus pedidos. E, finalmente, se ainda sobrarem ações, serão atendidos os não-prioritários, na proporção da sua reserva.   9- Quem são os investidores prioritários e não prioritários? Será considerado "com prioridade" quem tiver vendido no primeiro dia de negociação no máximo 20% das ações adquiridas em quatro IPOs anteriores a serem definidos no dia 19 ou que não tenham participado de nenhum deles. E "sem prioridade" quem não pedir sua classificação ou tiver negociado em dois ou mais dos quatro IPOs considerados mais de 20% das ações no primeiro dia de negócios.   10- Este procedimento foi o mesmo adotado pela Bovespa Holding. E como ficou a demanda naquele caso?   No IPO da Bovespa Holding, controladora da Bovespa, por causa do excesso da demanda, os não prioritários não receberam ações e os prioritários puderam comprar no máximo R$ 12.098,00 em ações. A ação da Bovespa foi vendida pelo preço máximo de referência, de R$ 23,00, e desde o primeiro dia de negociação, em 26 de outubro, subiu 60,43%, para R$ 36,90.   Recomendações   Muitos investidores devem se interessar pela oferta da BM&F. Um dos motivos foi o excelente desempenho dos papéis da Bovespa Holding. Na mais concorrida abertura de capital da história do País, as ações estrearam com valorização de 52,13%. Contudo, analistas recomendam  investimento em ações apenas para a parcela da poupança que não tem uma data definida para resgate. Mesmo os papéis que têm espaço para valorização podem perder em momentos de queda dos mercados. Nesta situação, o investidor terá que esperar pelo melhor momento para resgatar seus recursos. Ou seja, se há uma data definida para o resgate, o melhor é evitar a aplicação em Bolsa.   Veja abaixo as principais diferenças entre as bolsas:   1- Volume: a Bovespa movimentou R$ 83 bilhões em setembro deste ano, quando as ações foram lançadas, aumento de mais de 100% em relação ao volume médio do mesmo mês de 2006. Já o giro da BM&F atingiu R$ 2,2 trilhões em setembro, cerca de 10% a mais que em setembro do ano passado. O número médio de contratos por dia subiu quase 62% nos 9 meses de 2007 frente ao mesmo período de 2006, para 1,79 milhão.   2- Lucro: a Bovespa Holding divulgou lucro de R$ 243,7 milhões no primeiro semestre de 2007, aumento de 71% frente ao primeiro semestre de 2006. Enquanto isso, o lucro da BM&F subiu 55% por cento nos nove primeiros meses deste ano, para R$ 222 milhões.   3- IPO: a Bovespa vendeu ao todo 288.066.125 ações ordinárias, levantando R$ 6,6 bilhões. O papel foi precificado a R$ 23, acima da estimativas inicial entre R$ 15,50 e R$ 18,50, e dispararam 50% na estréia. Quase 80% das ações foram compradas por estrangeiros e o lote mínimo para investidores do varejo era de R$ 3 mil. No caso da BM&F, serão vendidas inicialmente 260.160.736 ações ordinárias. O exercício do lote suplementar elevaria o montante em 39.024.120 ações. O lote mínimo para o varejo é de R$ 5 mil. São ações objeto da oferta 33,2% do capital.   4- Acionistas: os maiores acionistas da Bovespa Holding antes da oferta eram os grupos Itaú e Santander com cerca de 4% cada. Na BM&F nenhum dos acionistas possui participação acima de 5%. O Bradesco tem 4,9% e está entre os maiores. Os principais vendedores na oferta serão: Miramar Holdings, Santander e Marcos de Souza Barros, da corretora Souza Barros. Em setembro, a empresa de private equity General Atlantic LLC fez acordo para comprar 10% do capital da BM&F, pelo preço de até R$ 1 bilhão. No mês passado, a BM&F também assinou acordo para vender 10% para o CME Group, controlador da maior bolsa de derivativos do mundo, pela quantia de R$ 1,3 bilhão de reais.   5 - História: Bovespa tem origem em 1890, com a criação da Bolsa Livre. A partir da década de 1960, assumiu a característica institucional de bolsa de valores, sem fins lucrativos. Já a BM&F foi fundada em 1985, como associação civil sem fins lucrativos.

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