Fabio Motta/Estadão
Primeiros pagamentos devem ser feitos na quinta-feira, 9 Fabio Motta/Estadão

Entenda como vai ser o cronograma de pagamento do auxílio emergencial

Auxílio de R$600 será concedido durante três meses a trabalhadores informais, autônomos e inscritos no Cadastro Único

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 17h41
Atualizado 15 de maio de 2020 | 10h02

BRASÍLIA - Desde o dia 9 de abril, o governo federal tem pago a primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais. No entanto, o cronograma original anunciado pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, sofreu várias alterações. O Ministério da Cidadania chegou a anunciar uma antecipação do pagamento da segunda parcela do auxílio para dia 23 de abril (a data original era dia 27), mas recuou depois de uma recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). Desde então, não há uma data certa para o crédito da segunda parcela. A previsão é que o pagamento ocorra ainda em maio.

A Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, informou que 50 milhões de pessoas já receberam a primeira parcela do benefício. Os primeiros a receber o crédito foram pessoas que estão no Cadastro Único do governo federal mas não recebem Bolsa Família e que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa

Os trabalhadores que receberem o auxílio emergencial em uma das novas contas de poupança digitais já podem sacar o benefício desde 27 de abril

Com relação à segunda parcela, o governo divulgou nesta sexta-feira, 15, o novo calendário de pagamento. As datas divulgadas valem apenas para os beneficiários que receberam a primeira parcela do auxílio até o dia 30 de abril. Os pagamentos serão feitos de acordo com o aniversário do solicitante, assim como os saques, para evitar aglomerações nas agências da Caixa. Da mesma forma como foi na primeira parcela, o valor será despositado em conta poupança social digital aberta no nome do beneficiário.

Veja o cronograma de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial:

  • 20 de maio (quarta-feira) - para pessoas nascidas entre janeiro e fevereiro 
  • 21 de maio (quinta-feira) - para pessoas nascidas entre março e abril 
  • 22 de maio (sexta-feira) - para pessoas nascidas entre maio e junho 
  • 23 de maio (sábado) - para pessoas nascidas entre julho e agosto 
  • 25 de maio (segunda-feira) - para pessoas nascidas entre setembro e outubro 
  • 26 de maio (terça-feira) - para pessoas nascidas entre novembro e dezembro

Veja o calendário de saques do auxílio emergencial:

  • 0 de maio (sábado) - para pessoas nascidas em janeiro 
  • 01º de junho (segunda-feira) - para pessoas nascidas em fevereiro 
  • 2 de junho (terça-feira) - para pessoas nascidas em março 
  • 3 de junho (quarta-feira) - para pessoas nascidas em abril 
  • 4 de junho (quinta-feira) - para pessoas nascidas em maio 
  • 5 de junho (sexta-feira) - para pessoas nascidas em junho 
  • 6 de junho (sábado) - para pessoas nascidas em julho 
  • 8 de junho (segunda-feira) - para pessoas nascidas em agosto 
  • 9 de junho (terça-feira) - para pessoas nascidas em setembro 
  • 10 de junho (quarta-feira) - para pessoas nascidas em outubro 
  • 12 de junho (sexta-feira) - para pessoas nascidas em novembro 
  • 13 de junho (sábado) - para pessoas nascidas em dezembro

O calendário de saques do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família será diferente. Confira abaixo:

  • 18  de maio (segunda-feira) - NIS 1 
  • 19 de maio (terça-feira) - NIS 2 
  • 20 de maio (quarta-feira) - NIS 3 
  • 21 de maio (quinta-feira) - NIS 4 
  • 22 de maio (sexta-feira) - NIS 5 
  • 25 de maio (segunda-feira) - NIS 6 
  • 26 de maio (terça-feira) - NIS 7 
  • 27 de maio (quarta-feira) - NIS 8 
  • 28 de maio (quinta-feira) - NIS 9 
  • 29 de maio (sexta-feira) - NIS 0 

Como se inscrever

O governo federal disponibilizou um aplicativo para celulares que vai ser usado para cadastramento de informais do programa.

O aplicativo, chamado Auxílio Emergencial, está disponível nas lojas virtuais e pode ser baixado gratuitamente. Além disso, informou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, o cadastramento poderá ser feito mesmo que o usuário não tenha crédito no celular. Além do aplicativo, será possível fazer o cadastramento pelo computador.

O aplicativo deve ser usado pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. O pagamento será feito automaticamente.

A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas. 

Veja abaixo o passo a passo para solicitar o auxílio emergencial pelo site da Caixa:

Conta digital grátis

Também nesta terça, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, confirmou que a Caixa vai abrir contas digitais gratuitas para os trabalhadores beneficiados pelo auxílio e que não têm conta bancária atualmente.

De acordo com ele, a conta digital vai ainda permitir que os beneficiários façam pagamentos de contas de consumo e também transferências gratuitamente.

Quem já tiver conta em outro banco, poderá receber o auxílio por meio dessa conta e não precisa fazer a conta digital da Caixa.

"Mais de 30 milhões de contas estão sendo criadas de graça. Todos os brasileiros que estão neste programa receberão uma conta digital da Caixa de graça", disse Guimarães.

"Estimamos que mais de 10 milhões, talvez 15 milhões de brasileiros, realizem o seu cadastramento só hoje (terça)", informou o presidente da Caixa.

Quem tem direito?

A lei que cria o auxílio de R$ 600 altera uma lei de 1993, que trata da organização da assistência social no país.

De acordo com o texto, durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos:

  • ser maior de 18 anos de idade;
  • não ter emprego formal;
  • não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
  • ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos;
  • que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento de desses requisitos. 

O texto diz também que o trabalhador deve exercer atividade na condição de:

  • microempreendedor individual (MEI);
  • contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
  • trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado, intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020, ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.

A proposta estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa.

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Caixa lança site e aplicativo para solicitar auxílio emergencial de R$ 600

Caixa também disponibilizou um aplicativo para celular (CAIXA | Auxílio Emergencial) por meio do qual os pedidos poderão ser feitos, assim como um número de telefone para que os trabalhadores possam tirar dúvidas (111)

Idiana Tomazelli, Eduardo Rodrigues e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 09h38
Atualizado 07 de abril de 2020 | 21h33

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira, 7, o site por meio do qual informais, autônomos e MEIs podem solicitar o auxílio emergencial de R$ 600. Clique aqui para acessar. O banco também disponibilizou um aplicativo para celular chamado “CAIXA | Auxílio Emergencial”. Ele pode ser baixado em celulares com sistema Android e iOS gratuitamente (mesmo se a pessoa não tiver crédito no celular). Também foi criada uma central telefônica 111 para tirar dúvidas.

Os trabalhadores informais que receberem o auxílio nas contas digitais não poderão sacar os recursos em espécie num primeiro momento, admitiu o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Por enquanto, o dinheiro só poderá ser usado para fazer transações digitais, como pagamentos e transferências. O cronograma de saque só será divulgado pelo governo na próxima semana.

 De acordo com Guimarães, a expectativa é que até 15 milhões de pessoas se cadastrem ainda nesta terça-feira, 7. 

O cadastro no aplicativo ou no site precisa ser feito pelos trabalhadores informais, MEIs e aqueles que fazem contribuição individual ao INSS. Os que já são beneficiários do Bolsa Família não precisam se cadastrar novamente. 

Cronograma de pagamento começa na quinta e vai até maio

Segundo Guimarães, quem fizer o cadastro ainda hoje poderá receber até quinta-feira, 9, após o cruzamento das informações para checar se o beneficiário tem direito ao auxílio. O restante deve receber até o dia 14 de abril, disse o presidente da Caixa.

O segundo pagamento ocorrerá entre 27 e 30 de abril, conforme a data de aniversário dos elegíveis. A úlima parcela, também de R$ 600, será paga de 26 a 29 de maio. "Nos próximos 45 dias, nós faremos os três pagamentos desses benefícios. São R$ 98 bilhões. É um trabalho hercúleo”, disse Guimarães.

Os beneficiários do Bolsa Família receberão os recursos no calendário já previsto do programa, sem alterações. “Não vamos alterar o recebimento, os beneficiários já estão acostumados com seus recebimentos”, explicou o presidente da Caixa. Segundo ele, dos 14 milhões de beneficiários, apenas 4 milhões têm conta no banco. Por isso, segundo ele, é melhor nesse momento manter a sistemática com a qual os beneficiários já estão acostumados.

Inicialmente, o governo havia proposto um benefício de R$ 200 mensais aos trabalhadores informais para enfrentar os efeitos da pandemia, mas o relator do projeto na Câmara, deputado Marcelo Aro (PP-MG), decidiu subir o valor a R$ 500. Após a negociação entre os parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro deu aval para subir ainda mais, para R$ 600.

Para receber o benefício, é preciso ter renda por pessoa de até R$ 552,50 por mês

O benefício será repassado por três meses e será pago em dobro para mulheres chefes de família (R$ 1,2 mil). Segundo estimativas oficiais, serão pagos R$ 98 bilhões no período a aproximadamente 54 milhões de pessoas beneficiadas.

Desse contingente, o governo tem o desafio de localizar entre 15 milhões e 20 milhões de trabalhadores informais que hoje estão completamente fora dos cadastros oficiais, mas serão elegíveis ao auxílio emergencial de R$ 600 durante a crise do novo coronavírus.

Terão direito ao auxílio emergencial brasileiros com renda de até R$ 552,50 por pessoa, ou com renda familiar total de até R$ 3.135.

Há outros pré-requisitos:

Poderão solicitar o benefício maiores de 18 anos que não tenham emprego formal, nem recebam benefício previdenciário (aposentadoria ou pensão), assistencial (como BPC), seguro-desemprego ou sejam contemplados por programa federal de transferência de renda – a única exceção será o Bolsa Família.

Os beneficiários também não podem ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano de 2018 e precisam ser microempreendedor individual (MEI), contribuinte autônomo da Previdência ou cadastrado no CadÚnico de programas sociais até 20 de março. Quem não tiver registro no CadÚnico poderá preencher a autodeclaração disponibilizada pelo governo.

O auxílio emergencial será pago a até duas pessoas de uma mesma família. Quem já recebe Bolsa Família pode substituí-lo temporariamente, caso o valor do auxílio seja mais vantajoso.

Onyx disse que a lei assegura o pagamento de três parcelas do auxílio emergencial durante a crise do novo coronavírus, independentemente do momento do pedido do benefício. “Se uma pessoa entrar daqui 60 dias (no cadastro), ela terá direito às três parcelas”, disse.

Veja abaixo o passo a passo para solicitar o auxílio emergencial pelo site da Caixa

Trabalhadores intermitentes também terão direito a auxílio emergencial

No Senado, houve mudança na redação para deixar claro que o trabalhador intermitente que estiver com o contrato inativo (ou seja, não está trabalhando nem recebendo salário no momento) também terá direito ao auxílio. São garçons, atendentes, entre outros trabalhadores que atuam sob demanda, mas estão com dificuldades de encontrar trabalho neste momento. O governo estima que 143 mil receberão o auxílio nessas condições.

O trabalho intermitente é uma modalidade de contrato criada na última reforma trabalhista, em 2017. Um empregado pode ter vários contratos intermitentes e atuar conforme a demanda do estabelecimento. Quando não há necessidade de trabalho, o contrato fica “inativo”. 

Caixa vai criar mais de 30 milhões de poupanças digitais para pagar o auxílio

A Caixa vai criar mais de 30 milhões de poupanças digitais para pagar o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, disse Guimarães.

Segundo ele, a Caixa quer incentivar os beneficiários que façam transferências e pagamentos digitais para evitar aglomerações em agências e lotéricas num momento em que o novo coronavírus avança no País.

“São 40 a 50 milhões de pessoas (beneficiadas) em um mês. Isso claramente, mesmo com lotéricas, geraria impacto físico muito grande em nossas agências e lotéricas. Por causa disso, estamos fazendo esforço único para fazer pagamentos digitais”, disse.

Segundo ele, há um esforço para que esses brasileiros “paguem conta de água, conta de luz, transferências DOC” por meio digital “para que não precisem sair de casa”.

“Os brasileiros poderão fazer DOCs de graça, pagamentos de conta de graça”, disse Guimarães. “Poucos países do mundo conseguiram em tão pouco tempo colocar 30 milhões em contas digitais.”

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Veja passo a passo de como pedir o auxílio emergencial de R$ 600

CONTEÚDO ABERTO PARA NÃO-ASSINANTES: Aplicativo deve ser usado pelos trabalhadores que forem microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 11h10
Atualizado 15 de maio de 2020 | 10h48

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal anunciou na terça-feira, 7, as formas de cadastramento disponíveis para os trabalhadores informais pedirem o auxílio emergencial de R$ 600.

Os trabalhadores podem pedir pelo site ou aplicativo:

A autodeclaração deve ser usada pelos trabalhadores que forem microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único).

Para quem não tem acesso à internet, o cadastro poderá ser feito nas agências da Caixa e nas lotéricas.

O auxílio - de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mulheres chefes de família - será pago por pelo menos três meses para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus.

Veja abaixo o passo a passo para solicitar o auxílio emergencial pelo site da Caixa:

Telefone para tirar dúvidas

A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas. 

Quem tem direito

O benefício será pago a trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e desempregados.

Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo:

  • Ter CNPJ como Microempreendedor Individual (MEI)
  • Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo até o dia 20 de março
  • Ser contribuinte individual ou facultativo do INSS
  • Ser trabalhador informal ou desempregado e preencher a autodeclaração no site ou app da Caixa

Além disso, todos os beneficiários deverão preencher as seguintes condições de forma cumulativa:

  • Ter mais de 18 anos de idade
  • Não ter emprego com carteira assinada
  • Não receber aposentadoria, BPC, seguro-desemprego, nem ser beneficiário de programa de transferência de renda (exceção é Bolsa Família)
  • Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.
  • Ter renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50) por pessoa ou de até três salários mínimos (R$ 3.135) no total da família.

Valor do benefício: três parcelas de R$ 600,00, pagas em dobro (R$ 1.200,00) em caso de mulher chefe de família.

A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Se, durante o período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio.

O auxílio não será dado a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

Quando começa o pagamento

Quem contribui para a Previdência como autônomo ou como MEI já teve o nome processado pela Caixa e está automaticamente apto a receber o benefício emergencial, mas precisam se inscrever para receber o auxílio. Os primeiros pagamentos da primeira parcela do benefício começaram a ser pagos no dia 9 de abril para quem está nos cadastros do governo. Já a segunda parcela, segundo publicado pelo governo nesta sexta-feira, 15, começa a ser creditada em conta na próxima quarta-feira, 20.

Os trabalhadores autônomos ainda não cadastrados terão o pagamento efetuado até 48 horas depois da conclusão do cadastro no aplicativo/site. O benefício será depositado em contas poupança digitais, autorizadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional, e poderá ser transferido para qualquer conta bancária sem custos.

Aqueles que já tiverem contas na Caixa e no BB receberão o benefício primeiro. 

Em um primeiro momento, os informais não podiam sacar o dinheiro das contas poupanças digitais, apenas fazer transações digitais, como transferências e pagamentos. O cronograma de saque da segunda parcela começará no dia 30 de maio para quem não é beneficiário do Bolsa Família e vai até 13 de junho (confira o calendário mais abaixo).

Quem não tem conta em bancos poderá retirar o benefício em casas lotéricas. O próprio aplicativo, ao analisar o CPF, verificará se o trabalhador cumpre os requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda básica.

Como vou receber o auxílio emergencial?

Dependendo do modo como você solicitou o auxílio, o modo de pagamento será um pouco diferente, mas em todos os casos o benefício será creditado em contas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Os clientes do BB receberão o auxílio em uma conta poupança criada especificamente para isso. Já na Caixa, o crédito será feito em contas já existentes ou em Poupanças Sociais Digitais também criadas automaticamente para o pagamento do benefício.

Se você for beneficiário do Bolsa Família e receba um valor do programa do que a quantia do auxílio emergencial, ele será automaticamente substituído pelos R$ 600 (ou R$ 1.200 no caso de mães chefes de família). Para quem recebe pelo Bolsa Família uma quantia maior do que a do auxílio, será mantido o valor mais alto. Também continua normal o recebimento: você pode retirar o valor em espécie ou receber em conta bancária. Se não tiver conta em banco, será criada uma poupança digital da Caixa.

Se você estiver se inscrito no Cadastro Único até o dia 20 de março de 2020, estiver com o CPF regularizado e for elegívei para receber o auxílio, você pode receber em conta do Banco do Brasil ou da Caixa. Caso não tenha conta em nenhum dos dois bancos, será criada automaticamente uma conta Poupança Digital Caixa para receber o benefício.

Caso você não esteja nem no Bolsa Família nem no CadÚnico, o recebimento será efetuado de acordo com o que você marcou no momento do cadastro no aplicativo/site do auxílio emergencial, em uma conta bancária indicada por você ou em uma conta poupança digital na Caixa criada automaticamente.

Para movimentar o dinheiro depositado nas poupanças digitais da Caixa, é necessário ter o aplicativo CAIXA Tem, disponível para sistemas Android e iOS.

Como faço para sacar o auxílio emergencial?

O saque da segunda parcela do auxílio emergencial começará no final do mês. Os beneficiários poderão sacar o dinheiro em qualquer caixa eletrônico da Caixa ou casa lotérica do País mesmo sem cartão, mas é preciso antes fazer uma solicitação de saque pelo aplicativo CAIXA Tem. Por enquanto, não foi informada nenhuma outra maneira de retirar o benefício. O aplicativo para receber o auxílio tem apresentado problemas de instabilidade e filas longas nos últimos dias por conta da grande número de acessos.

Confira abaixo o calendário de saques da segunda parcela:

  • 30 de maio (sábado) - para pessoas nascidas em janeiro 
  • 1º de junho (segunda-feira) - para pessoas nascidas em fevereiro 
  • 2 de junho (terça-feira) - para pessoas nascidas em março 
  • 3 de junho (quarta-feira) - para pessoas nascidas em abril 
  • 4 de junho (quinta-feira) - para pessoas nascidas em maio 
  • 5 de junho (sexta-feira) - para pessoas nascidas em junho 
  • 6 de junho (sábado) - para pessoas nascidas em julho 
  • 8 de junho (segunda-feira) - para pessoas nascidas em agosto 
  • 9 de junho (terça-feira) - para pessoas nascidas em setembro 
  • 10 de junho (quarta-feira) - para pessoas nascidas em outubro 
  • 12 de junho (sexta-feira) - para pessoas nascidas em novembro 
  • 13 de junho (sábado) - para pessoas nascidas em dezembro 

Segundo a Caixa, as datas diferentes têm o objetivo de evitar aglomerações e manter o distanciamento social como medida de combate à pandemia do novo coronavírus.

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Informal não poderá sacar o auxílio emergencial assim que receber

Cronograma de saques ainda vai ser divulgado. Na prática, o dinheiro estará disponível na conta bancária do beneficiário ou nas 30 milhões de poupanças digitais que devem ser criadas para quem ainda não tem conta em banco

Idiana Tomazelli, Eduardo Rodrigues e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 10h36

BRASÍLIA - Os trabalhadores informais que receberem o auxílio emergencial de R$ 600 em contas de poupança digitais não poderão sacar os recursos em espécie num primeiro momento, admitiu nesta terça-feira, 7, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Por enquanto, o dinheiro só poderá ser usado para fazer transações digitais, como pagamentos e transferências.

Segundo Guimarães, haverá um calendário, a ser divulgado apenas na próxima semana, para os saques em espécie dos auxílios.

“As pessoas vão receber o dinheiro na conta e vão poder fazer movimentação. Mas saque terá cronograma. Se num dia só liberarmos 50 milhões para sacar dinheiro ao mesmo tempo, teremos colapso no sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa. “Estamos estudando um escalonamento para recebimento em espécie.”

Na prática, o dinheiro estará disponível nas 30 milhões de poupanças digitais que devem ser criadas para quem ainda não tem conta em banco. No entanto, não poderá ser retirado em espécie pelos contemplados. Já quem receber o benefício por meio de conta na Caixa ou Banco do Brasil ou for beneficiário do Bolsa Família poderá fazer o saque de imediato. 

A demanda por dinheiro em espécie deve aumentar cinco vezes entre os beneficiários do Bolsa Família que receberão o auxílio emergencial, disse Guimarães. “Por isso precisamos de um cronograma (para saques em espécie)”.

Reportagem do Estadão/Broadcast na semana passada mostrou que o abastecimento dos municípios com cédulas era um dos gargalos na logística de pagamento do auxílio emergencial.

O sociólogo Luis Henrique Paiva, ex-secretário Nacional de Renda de Cidania e hoje pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica, explica que 70% dos beneficiários do Bolsa Família não têm conta e sacam o benefício em dinheiro. O valor médio dos repasses do programa não chega a R$ 200 por família – repasse que, durante três meses, será triplicado.

Procurado na ocasião, o Banco Central informou que “entende que a quantidade de dinheiro em circulação é adequada para fazer frente aos desafios atuais e futuros” e que, desde o início da pandemia da covid-19, “atua e monitora o processo de fornecimento de cédulas e moedas junto à rede bancária para que não haja qualquer interrupção”. A autoridade monetária não respondeu aos questionamentos sobre eventual reforço no envio de papel-moeda às regiões.

Segundo Guimarães, a expectativa do governo é que os informais já estejam acostumados com transferências bancárias. Ele admitiu, porém, que a população de baixa renda, que está no Cadastro Único de programas sociais, pode ter maior demanda por saques em dinheiro.

Veja abaixo o passo a passo para solicitar o auxílio emergencial pelo site da Caixa:

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Auxílio emergencial não pode ser usado para quitar dívida bancária, diz Caixa

Vedação ao débito automático de valores do auxílio emergencial foi um acordo do governo com a Febraban

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 16h30

BRASÍLIA - Os trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais (MEIs) que fizeram o cadastro para receber o auxílio emergencial nesta terça-feira, 7, receberam o aviso assim que preencheram os dados da sua conta bancária: "caso exista saldo negativo ou débito programado" na conta de quem recebe o benefício, "o lançamento do auxílio pode ser utilizado para quitação".

No fim da tarde desta terça-feira, 7, em coletiva de imprensa para detalhar o processo de pagamento do auxílio, o vice-presidente da rede de varejo da Caixa, Paulo Henrique Angelo, esclareceu que a mensagem será removida na próxima atualização do aplicativo, prevista para esta noite.

"É importante destacar que todo o crédito que for efetuado em conta-corrente nos bancos não haverá o débito", disse. "A gente colocou uma mensagem de alerta, quando foi feito o desenvolvimento do aplicativo para eventuais débitos na conta pudessem ser descontados. Com o fechamento de acordo com todos os bancos do Brasil, na atualização desta noite nós excluiremos este alerta."

O detalhe contrastava com a informação passada mais cedo pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Ele garantiu que os créditos do auxílio emergencial não poderiam ser acessados para quitamento de dívidas.

"Esse recurso, quando for transferido do banco oficial para qualquer outro banco do sistema privado brasileiro, se existirem débitos anteriores na conta, esse dinheiro fica protegido, não paga contas antigas", disse.

Questionado sobre a garantia de que o auxílio emergencial não será usado para quitar dívidas anteriores, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o governo estuda medidas para que isso não ocorra. "De fato, foi levantada a possibilidade de dívidas antecedentes. Estamos estudando para que isso não aconteça. Estamos olhando para que isso não aconteça", disse a jornalistas, no Palácio do Planalto. COLABOROU FABRÍCIO DE CASTRO

 

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Maior parte dos R$ 98 bilhões do auxílio emergencial será paga para quem já recebe Bolsa Família

Outros R$ 29,43 bilhões devem ser destinados para o público já inscrito no Cadastro Único do governo federal

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 16h32

BRASÍLIA - O maior volume dos R$ 98 bilhões que serão pagos no auxílio emergencial de R$ 600 em três parcelas será destinado a quem já recebe o Bolsa Família

De acordo com a Caixa, os beneficiários do programa Bolsa Família vão ficar com R$ 43,71 bilhões. O pagamento para esse grupo seguirá o cronograma atual, sem alteração. 

Outros R$ 29,43 bilhões devem ser destinados para o público já inscrito no Cadastro Único do governo federal. Nesse caso, os valores serão depositados em até 48h após o processamento – com início já na quinta-feira (9) - em conta poupança da Caixa ou conta do Banco do Brasil. Caso o beneficiário não tenha conta nessas instituições, será criada a poupança digital da Caixa - para as quais o saque em espécie ainda não está liberado. 

Por fim, a Caixa estima que trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) recebam R$ 25 bilhões. Esse grupo precisa se cadastrar para receber o auxílio emergencial por meio do site da Caixa, ou pelo aplicativo já disponível para aparelhos celulares.  Os pagamentos começarão em 14 de abril. Esses beneficiários poderão indicar uma conta em qualquer instituição financeira para receber o auxílio, ou optar pela poupança digital da Caixa – (cujo saque em espécie ainda depende de cronograma). 

Segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, mais de 5 milhões de trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) já se cadastraram junto à Caixa para receber o auxílio emergencial. Para esse grupo, os pagamentos começam no dia 14. “Já tivemos mais de 10 milhões de acessos ao site e ao aplicativo para o cadastramento”, afirmou. 

Ele voltou a dizer que o processamento do grupo de trabalhadores que já está inscrito no Cadastro único do governo federal deve ser concluído ainda hoje e repassado à Caixa, que deve iniciar o pagamento na quinta-feira (9).

"Até final da próxima semana já teremos grande volume de pessoas atendidas”, completou, lembrando que o pagamento da segunda parcela do auxílio mensal de R$ 600 será feito também em abril, no fim do mês. 

“Queremos dar tranquilidade às pessoas”, reforçou. “Demoramos um pouco, e esse pouco é relativo. Conseguimos estruturar o processo e esperamos já na quinta fazer pagamento a milhões de pessoas”, acrescentou. 

O ministro voltou a dizer que o governo tem atuado para minimizar os episódios de fraudes, com sites falsos para roubar dados dos trabalhadores.  Segundo ele, o governo deve lançar campanhas de esclarecimento e divulgação do auxílio emergencial para orientar as pessoas. 

Cronograma de pagamento do auxílio emergencial

O vice-presidente de rede de varejo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Angelo, detalhou o cronograma de crédito do auxílio emergencial de R$ 600 nas contas dos trabalhadores.

O primeiro grupo, dos beneficiários do Bolsa Família, receberão o auxílio conforme o cronograma normal do programa, a partir do dia 16 de cada mês.

O segundo grupo, dos inscritos no Cadastro Único, receberá a primeira parcela a partir de quinta-feira, 9, nas contas da Caixa ou do Banco do Brasil. Barreto esclareceu que quem entrou no Cadastro Único sem informar  o CPF precisará fazer uma nova autodeclaração.

Já o terceiro grupo, formado trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) - que devem se cadastrar junto ao banco - receberão a primeira parcela a partir do dia 14 deste mês. O vice-presidente de Tecnologia e digital da Caixa, Claudio Salituro, informou que o banco já recebeu 13 milhões de cadastros apenas hoje.

A partir da segunda parcela, os beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família receberão conforme um cronograma escalonado por data de aniversário.

Os nascidos em janeiro, fevereiro e março receberão a segunda parcela em 27 de abril. Os nascidos em abril, maio e junho receberão em 28 de abril. Os nascidos em julho, agosto e setembro receberão o benefício em 29 de abril. E os nascidos em outubro, novembro e dezembro receberão em 30 de abril.

Para a terceira parcela, o cronograma é semelhante. Os nascidos em janeiro, fevereiro e março receberão a segunda parcela em 26 de maio. Os nascidos em abril, maio e junho receberão em 27 de maio. Os nascidos em julho, agosto e setembro receberão o benefício em 28 de maio. E os nascidos em outubro, novembro e dezembro receberão em 29 de maio.

As datas referem-se ao depósito em conta dos valores, para transferências e pagamentos digitais. A Caixa ainda irá divulgar outro calendário para o saque em espécie do benefício que for depositado em contas de poupança digitais.

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