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Entenda o pacote de estímulo americano

Governo vai injetar quase US$ 800 bilhões para revitalizar economia

BBC Brasil, BBC

14 de fevereiro de 2009 | 20h21

O Congresso dos Estados Unidos aprovou o pacote de US$ 787 bilhões de estímulo à economia proposto pelo presidente Barack Obama.O plano agora deve ser enviado à Casa Branca para ser sancionado pelo presidente.Obama disse várias vezes que os Estados Unidos poderiam enfrentar um verdadeiro desastre econômico se não fossem adotadas medidas radicais para combater a atual crise. Encontre aqui respostas para suas dúvidas sobre o pacote e o que ele deve representar para a economia americana.O líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que o acordo "superou as divergências" entre a ajuda de US$ 820 bilhões aprovada pela Câmara dos Representantes e uma versão diferente de US$ 838 bilhões aprovada pelo Senado.A versão aprovada inicialmente pela Câmara, na qual 30% seriam compostos de redução de impostos, incluía um corte equivalente a US$ 500 no imposto de renda para pessoas físicas.Outra grande parcela do dinheiro seria destinada a ajudar os Estados a diminuir a falha orçamentária e evitar que demitissem funcionários públicos, além de reforçar o pagamento de benefícios aos cidadãos mais necessitados.Por fim, a proposta na Câmara incluía ainda uma quantia destinada a investir em projetos de infra-estrutura, como a restauração de estradas e pontes, a melhora do isolamento térmico de casas e o conserto de salas de aulas nas escolas públicas.Já o pacote aprovado pelos negociadores do Senado determina mais redução de impostos (36% do total) e menos dinheiro destinado aos Estados.Segundo muitos economistas, a economia dos Estados Unidos está entrando na sua queda mais acentuada desde antes da Segunda Guerra Mundial.Defensores das medidas dizem que, sem o pacote, a crise que começou no fim de 2007 poderia durar até 2010, pelo menos. A queda na economia já custou 3 milhões de empregos.O presidente Obama fez da aprovação do pacote a sua prioridade, alegando que outros milhões de empregos também seriam perdidos por causa da crise.Como a taxa de juros dos Estados Unidos já estão perto de zero, está claro que é necessário considerar outras medidas para reacender a economia.Em parte por causa de disputas partidárias entre republicanos e democratas no Congresso e diferenças de visões da Câmara dos Repesentantes e no Senado sobre o conteúdo do pacote.A primeira versão passou na Câmara dos Representantes sem receber um único voto republicano. Ela foi modificada no Senado, onde os democratas precisaram do apoio do partido rival para a aprovação, embora sejam maioria naquela casa.Para conquistar esse apoio, os democratas concederam mais cortes de taxas e determinaram verbas menores para ajudar Estados e governos locais. O Senado ainda acrescentou US$ 35 bilhões para estimular a aquisição de residências e US$ 11 bilhões para reduzir o custo dos automóveis para os consumidores.Segundo o Escritório Orçamentário do Congresso (CBO, em inglês), o pacote deve reduzir os efeitos mais nefastos da recessão embora não elimine completamente o seu impacto.O CBO também diz que, embora apenas uma parte do dinheiro deva ser gasto em 2009, a maior parte dele vai ser usado até o final de 2010, quando os efeitos da recessão ainda devem ser visíveis.Mas muito deve depender da resposta popular e dos governos. Os cortes nas taxas só vão funcionar se as pessoas gastarem, ao invés de poupar, o dinheiro extra.Os projetos de infraestrutura devem ser postos em prática rapidamente para conter o desemprego. O pacote vai ser financiado por empréstimos a serem contraídos pelo governo, aumentando ainda mais a dívida pública americana, que segundo estimativas, deve ultrapassar US$ 1 trilhão este ano. Nos primeiros quatro meses deste ano fiscal, que começou em outubro, o déficit já alcançou US$ 569 bilhões, um recorde segundo o Tesouro americano.O governo afirma que as medidas do plano são temporárias e está comprometido, a equilibrar o orçamento no futuro.Mas gerações futuras podem ter que arcar com os gastos extras de hoje. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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