Entenda quais são os benchmark

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) é composto por papéis de primeira e segunda linha previamente selecionados a cada quatro meses. Atualmente o índice é composto por 53 papéis. A revisão que foi feita hoje irão compor o Ibovespa nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. A seleção é feita obedecendo a três critérios básicos, que analisam o desempenho dos negócios realizados nos pregões da bolsa nos últimos 12 mesesO primeiro critério é o da negociabilidade. Para ser aprovado por essa modalidade, é preciso que o papel esteja entre os 80% mais negociados no mercado. O segundo, é o da presença, ou seja, o papel deve ter estado presente nos negócios realizados em 80% dos pregões. O terceiro, é o da participação, com representação de, no mínimo, 0,1% do volume total da bolsa.Dos 53 papéis que compõem atualmente o Ibovespa, as ações que apresentam maior peso são as da Telemar, Petrobrás e Globo Cabo. Os papéis dessas três empresas juntas têm peso de 25% no Ibovespa.IBX tem abrangência maior que o IbovespaO Índice Brasil (IBX) também é calculado pela Bovespa. Ele é composto por 100 papéis de empresas de primeira, segunda e terceira linha que apresentarem o maior valor de mercado. É, portanto, um índice que tem abrangência maior do que o Ibovespa. A revisão na composição do IBX é feita a cada quatro meses e o critério para a classificação dos papéis é bem mais simples. A avaliação é feita com base na liquidez e nos maiores valores de mercado. IBA é composto por empresas que participam ativamente do pregãoO Índice Brasileiro de Ações (IBA), calculado pela Comissão Nacional de Bolsas de Valores (CNBV), é composto por ações das empresas que estiveram presentes em, no mínimo, 80% dos pregões nos últimos seis meses, com, no mínimo, dez operações em cada pregão. O peso de cada papel no índice é proporcional ao volume de negócios realizados. O índice atual é composto por 101 empresas. FGV-100: composto por 100 ações de 100 empresasO índice FGV-100, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é calculado com base em uma carteira composta por 100 ações de 100 empresas listadas nas bolsas. Essas companhias não podem ser instituições financeiras nem estatais. Um outro critério utilizado é o de que uma empresa não pode ter mais do que um tipo de ação escolhido. E o que determina o peso do papel na carteira do índice FGV-100 são itens como liquidez, desempenho e porte da companhia.A composição total da carteira é revista a cada ano, com análise nos meses de outubro e novembro. Isso não quer dizer, porém, que os mesmos papéis sejam mantidos durante 12 meses. Mudanças acontecem ao longo desse período. Para manter sempre o número exato de 100 ações de 100 empresas listadas na bolsa, a substituição é feita sempre que um determinado papel precisar sair por algum motivo, como fechamento ou fusão de companhias, ou ainda a saída do papel dos pregões das bolsas. Atualmente cerca de 90% da carteira do FGV-100 é composta por ações movimentadas na Bolsa de Valores de São Paulo e 10% das negociadas na Sociedade Operadora de Mercados Ativos (Soma).

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