Nilton Fukuda / Estadão
Nilton Fukuda / Estadão

'Entendemos os motivos da greve', diz prefeito Bruno Covas

Mandatário comenta sobre como serviços prestados pela prefeitura foram afetados

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 11h09

SÃO PAULO - O prefeito Bruno Covas (PSDB) classificou como legítima a atual greve promovida pelos caminhoneiros do País e afirmou que entendia as razões do protesto. “A gente entende os motivos da greve, a greve é legítima, mas a gente está fazendo de tudo para minimizar os impactos para a população mais carente da cidade, que precisa do transporte público, que precisa da escola pública, que precisa do Samu.”  A declaração foi dada após participação do prefeito no Summit Mobilidade Latam 2018, evento promovido pelo Grupo Estado em parceria com a 99.

+ AO VIVO: Acompanhe a situação do quinto dia da greve em tempo real

Covas afirmou que a coleta de lixo da cidade nesta madrugada foi restrita ao lixo hospitalar, mas que a Prefeiura conseguiu obter estoques de óleo diesel para normalizar o serviço nesta manhã.

O prefeito afirmou que um grupo de trabalho está monitorando o fornecimento de combustível para serviços como a entrega de merenda escolar e das peruas, o transporte do serviço funerário, e o abastecimento de ambulâncias e viaturas da Guarda Civil Metropoliotana (GCM) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). 

+ Caminhoneiros alertaram para risco de acordo não chegar a estrada

A Prefeitura havia obtido uma liminar judicial, ainda nesta quinta, para garantir a liberação dos acessos aos centros de distribuição de combustível, com apoio da Polícia Militar. Mas, segundo o prefeito, não fez uso disso por causa da dificuldade de encontrar motoristas dispostos a furar as paralisações. “Chegou a se cogitar  (o uso da PM), mas tivemos dificuldade de conseguir motoristas que topasem quebrar esses bloqueio, muitos deles com medo de resistências futuras (de outros caminhoneiros).”

+ Distrito Federal e entorno ainda tem nove interdições nesta sexta-feira

O prefeito disse que não há reclamações por parte do governo do Estado, que estaria colaborando com a Prefeitura. “A gente espera hoje conseguir encontrar gente que tope ajudar a Prefeitura a fazer com que o combustível chefe na cidade de São Paulo.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.