Entidade não descarta nova recessão global

Diante da falta de rumo na zona do euro, a OCDE rebaixou suas previsões para o crescimento mundial em 2012 e 2013 e não descartou nova recessão global. A entidade pediu para que governos voltem a pensar em medidas de resgate às economias, similares às adotadas há cinco anos quando a crise mundial eclodiu.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h07

Em seu apelo mais dramático desde 2008, a OCDE pediu ações radicais por parte de governos, injeção de mais dinheiro para socorrer mercados, abandono parcial das políticas de austeridade e alertou que só os bancos europeus precisam de US$ 500 bilhões. "Há uma significativa perda da confiança mundial", alertou a OCDE. Taxas recorde de desemprego, corte em investimentos, queda no comércio e reformas em dezenas de países criam um profundo mal-estar. O freio na expansão dos emergentes ainda se soma ao cenário que não descarta nem mesmo uma nova recessão global.

A economia global terá crescimento de 2,9% em 2012. Há seis meses, a projeção indicava expansão de 3,4%. Para 2013, são esperados 3,4%, ante 4,2% da estimativa anterior. Dos 34 países que fazem parte da OCDE, 31 tiveram as projeções rebaixadas.

Entre os países ricos, a expansão será de 1,4%, ante projeção inicial de 2,2%. Para 2013, as previsões para EUA e Japão foram revistas para baixo. "Após cinco anos de crise, a economia mundial volta a se debilitar", indicou.

O centro da crise é a Europa. Este será o segundo ano seguido de recessão desde 2008, com queda no PIB de 0,4%. Casos como o da Espanha, Portugal e Grécia são os mais extremos. Para 2013, mais uma recessão, com queda de 0,1%. Em 2014 é esperado o fim da recessão. Até lá, a Espanha somará 6 milhões de desempregados e a Grécia terá perdido mais de um quarto de sua economia. / J.C.

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