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Entidades defendem mercado futuro de energia elétrica

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Maurício Tolmasquim, manifestaram posições discordantes sobre a implantação de um mercado futuro de energia elétrica no Brasil. Em fórum sobre a questão dos consumidores livres de energia elétrica, hoje, quando a questão do mercado futuro foi defendida como uma "solução" por diversas entidades privadas, Kelman manifestou simpatia à criação desse tipo de mercado, mas Tolmasquim foi reticente. "Eu vejo uma enorme complicação na implantação desse mercado", ponderou o presidente da EPE.Três entidades do setor defenderam abertamente a implantação de um mercado futuro de energia elétrica no Brasil, especialmente para equacionar as crescentes dificuldades que os consumidores livres têm para contratar energia elétrica para os próximos anos. A posição foi defendida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais (Abrace) e Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel).DificuldadesRepresentantes das três entidades admitiram que os grandes consumidores estão encontrando crescentes dificuldades para garantir energia elétrica, especialmente para 2008 e 2009. "Existe uma disposição de contratar muito maior do que a disponibilidade de oferta para os próximos anos. O mercado livre é tratado como um bicho estranho ao setor elétrico, mas deveria haver uma integração maior entre o ambiente regulado e o ambiente livre", defendeu a conselheira da CCEE, Élbia Melo.Paulo Pedrosa, presidente da Abraceel, disse que o problema do setor nãoé falta de dinheiro. "Há dinheiro no Brasil e no mundo todo para financiar o setor. Mas faltam mecanismos adequados para aproximar os investidores e os empreendedores". Ele calcula que a criação de certificados de energia elétrica seriam bem recebidos pelos investidores e alavancariam novos projetos de geração. "Os títulos do governo estão pagando entre 6,5% e 7,0% ao ano, além da inflação. Os títulos de energia elétrica renderiam duas a três vezes essas taxas e teriam ampla receptividade no mercado", acredita.

ALAOR BARBOSA, Agencia Estado

05 de outubro de 2007 | 19h20

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