Entrada de dólares alivia tensão e dólar fecha estável

Já a Bovespa, que chegou a cair quase 4% durante o dia, no final da sessão apresentava recuo de 2,97%.

Silvio Cascione, da Reuters, REUTERS

10 de setembro de 2007 | 16h22

A entrada de dólares no País voltou a influenciar a cotação da moeda norte-americana, que encerrou a segunda-feira estável após subir mais de 1% em meio à apreensão global com uma possível recessão nos Estados Unidos. Nos últimos negócios do dia, o dólar foi vendido a R$ 1,9460. No acumulado do mês de setembro, o dólar está em baixa 0,87%. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair quase 4% durante o dia, no final da sessão apresentava recuo de 2,97%. Veja também: Brasil não tem como ficar imune à crise, alerta professor da USP Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA  Como enfrentar os riscos e prejuízos da crise   O mercado de câmbio voltou do feriado pressionado pela divulgação, na sexta-feira, de dados muito piores que o esperado sobre a criação de postos de trabalho nos Estados Unidos. A primeira redução do emprego em quatro anos gerou temores de recessão na maior economia do mundo e derrubou as bolsas de valores em todo o mundo."(O mercado doméstico) abriu com a intenção de ajustar os preços dos ativos depois dos indicadores que saíram na sexta-feira. Tinha que ter uma correção dos ativos no Brasil", disse Luiz Pizani, operador de câmbio da corretora Liquidez.O dólar foi impulsionado também pelo desempenho fraco das bolsas de valores no início desta semana. No momento mais agudo do dia, quando os índices em Wall Street desciam para o vermelho e a Bolsa caía cerca de 4%, a moeda norte-americana chegou a subir mais de 1%, perto de R$ 1,97.A forte valorização, porém, foi momentânea. De acordo com Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, o patamar mais alto do dólar atraiu vendedores, principalmente na área de comércio exterior."Apesar do mau humor, (o dólar) está se comportando de maneira satisfatória... O fluxo (positivo) está acontecendo, hoje dá para perceber sim um pouco de fluxo no mercado", comentou Nassar. Fluxo comercialNa primeira semana de setembro, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 1,204 bilhão, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O desempenho do comércio exterior é o principal responsável pelo fluxo cambial recorde neste ano - mais de US$ 70 bilhões líquidos entraram no País até agosto, de acordo com o Banco Central.Para Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, a semana passada atípica - feriado nos Estados Unidos na segunda-feira e no Brasil na sexta-feira - pode ter incentivado alguns agentes a retardar operações para esta semana."Essa volatilidade não vai acabar tão cedo, então as apostas continuam", disse o operador, que lembrou que as bolsas nos Estados Unidos exibiram também alguma recuperação. Às 16h14, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançava 0,39%, e o termômetro de tecnologia Nasdaq subia 0,25%.

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