Entrada de dólares atinge recorde de US$ 16,6 bi em junho

A cifra de junho resulta de saldo positivo nas operações comerciais de US$ 9,456 bilhões e saldo também positivo nas transações financeiras, de US$ 7,105 bilhão

Reuters

11 de julho de 2007 | 17h43

O fluxo de dólares para o País bateu recorde em junho e chegou a US$ 16,561 bilhões em junho, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, 11. É o maior resultado mensal para o fluxo de câmbio da série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1982. O recorde anterior havia sido registrado em abril, quando o fluxo acumulou US$ 10,728 bilhões. A cifra de junho resulta de saldo positivo nas operações comerciais de US$ 9,456 bilhões e saldo também positivo nas transações financeiras, de US$ 7,105 bilhão. Em maio, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,944 bilhões. No primeiro semestre, o país acumulou saldo positivo de US$ 51,627 bilhões, número que supera o registrado em todo o ano de 2006 - US$ 37,27 bilhões. A entrada líquida de dólares no país é tida como um dos principais fatores que determinam a queda de mais de 11% do dólar neste ano. A moeda norte-americana tem sido cotada no menor patamar desde outubro de 2000. A posição vendida em dólar dos bancos - que apostam na queda do dólar -, porém, recuou do recorde em maio e voltou aos patamares vistos nos meses anteriores. No início de junho, o BC anunciou medidas para reduzir a exposição líquida cambial das instituições financeiras. De acordo com o BC, os bancos encerraram o mês com US$ 7,278 bilhões em posição vendida na moeda norte-americana. Em maio, os bancos exibiam US$ 15,79 bilhões nesse tipo de posição.

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