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Entrada de dólares no País dispara em maio

Saldo da 1.ª semana do mês foi o melhor desde o início da crise

Fernando Nakagawa, O Estadao de S.Paulo

14 de maio de 2009 | 00h00

A entrada de dólares no Brasil se acelerou no início de maio. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que o ingresso da moeda nos cinco primeiros dias úteis do mês foi o melhor resultado semanal desde o início da crise. No período, entrou US$ 1,162 bilhão, quase quatro vezes na última semana de abril. A menor aversão ao risco e o interesse estrangeiro por ações e títulos brasileiros explicam o resultado. Apesar disso, o dólar subiu ontem, em mais um dia de leilão de compra da moeda realizado pelo BC, a quarta intervenção seguida desde sexta-feira. Ao final dos negócios, a moeda americana se valorizava 1,74% e era vendida por R$ 2,106.O fluxo de dólares do início de maio foi liderado pelo segmento financeiro, que respondeu pela entrada de US$ 1,054 bilhão e também obteve a melhor marca semanal desde o início da crise. Nessa conta, são apurados as aplicações estrangeiras e os movimentos de investimento e remessa de lucro realizados pelas empresas. A movimentação da moeda estrangeira foi, ainda, ajudada pela balança comercial, que trouxe US$ 108 milhões ao País."Foi um resultado muito bom e reflete a queda da aversão ao risco observada nas últimas semanas e a avaliação de que o Brasil será um dos primeiros países a se recuperar da crise", afirma a economista da Rosenberg & Associados Fernanda Feil. "Isso só reforça a sensação de que o pior já passou."Os dados do BC explicam a queda recente do dólar. Na semana passada, a cotação caiu R$ 0,12, equivalente a 5,48%. A perda em uma semana é comparável à de todo o mês de abril, quando a divisa cedeu 5,61%. Em meio a esse movimento, o BC retomou a compra de dólares para o reforço da reservas internacionais, atualmente em US$ 202,6 bilhões. Ontem, pela quarta vez seguida, adquiriu dólares no mercado à vista. A compra, feita por volta das 15h, ocorreu com a cotação a R$ 2,1075, valor 1,91% maior que o pago na terça-feira.

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