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Entrada de dólares volta a ganhar fôlego

Após uma freada brusca em abril, a entrada de dólares no mercado financeiro voltou a ganhar fôlego em maio. O ingresso de moeda estrangeira voltou ao ritmo do primeiro trimestre, quando o governo precisou tomar medidas para conter o impacto na valorização do real.

Eduardo Rodrigues e Fabio Graner / Brasília, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

O fluxo cambial em maio até o dia 13 foi positivo em US$ 8,81 bilhões, segundo o Banco Central, bem acima do verificado em abril, quando a entrada líquida de dólares foi de US$ 1,54 bilhão. O superávit comercial (exportações maiores que importações) foi de US$ 4,25 bilhões, e o saldo positivo no segmento financeiro - que registra as outras fontes de entrada e saída de divisas -, de US$ 4,56 bilhões.

A conta financeira em maio evidencia o retorno da enxurrada de dólares que obrigou o Ministério da Fazenda e o BC a tomarem medidas como a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em créditos de até dois anos no exterior e a limitação da aposta de valorização do real feita pelos bancos.

A intenção foi desestimular o ingresso de capital especulativo no País, que pressionam ainda mais a valorização do real ante o dólar, o que mina a competitividade do produto nacional em relação ao estrangeiro.

Além disso, o fluxo forte é visto como estímulo a um aumento excessivo do crédito, o que alimentaria a inflação, e também para uma exposição perigosa de empresas nacionais ao dólar, o que pode agravar situações de crise financeira, como no fim de 2008. "Sempre é bom lembrar que o câmbio é flutuante e o dólar pode cair, mas também subir. É preciso ter cautela e proteger-se dos riscos cambiais", disse uma fonte do governo.

Efeito. As medidas do governo começaram a ter efeito em abril, quando, apesar de o fluxo cambial ter sido positivo em US$ 1,54 bilhão, a conta financeira teve saldo negativo de US$ 1,77 bilhão, invertendo tendência anterior. De janeiro a março de 2011, a entrada líquida de capital estrangeiro no mercado financeiro foi de US$ 31,35 bilhões.

Apenas na semana passada, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 5,21 bilhões. As trocas comerciais foram responsáveis pela entrada líquida de US$ 1,42 bilhão, enquanto o ingresso líquido no segmento financeiro foi de US$ 3,79 bilhões, superando bastante o resultado da primeira semana de maio, de apenas US$ 761 milhões. Este ano, a entrada de dólares já supera a saída em US$ 45,94 bilhões.

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