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Entrada de recursos devolve dólar a nível pré-IOF

A perspectiva de entrada de recursos no país ajudou o dólar a terminar a semana praticamente no mesmo nível em que começou, anulando os efeitos da taxação sobre investimentos externos adotada na terça-feira.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

23 de outubro de 2009 | 16h40

A moeda norte-americana fechou a 1,714 real, em baixa de 0,70 por cento.

Na segunda-feira, véspera da adoção do IOF na entrada de capital estrangeiro para investimentos em ações e renda fixa mas com o mercado já sob expectativa da medida, o dólar havia terminado o dia a 1,712 real.

A queda desta sexta-feira começou como um ajuste à melhora dos mercados internacionais no fim do pregão anterior. Ao longo do dia, porém, as bolsas internacionais passaram a cair, levando junto a Bovespa, e o dólar acelerou a alta diante das principais moedas.

Mas no Brasil a moeda norte-americana manteve-se perto do nível de 1,71 real em quase todo o dia. "Há uma oferta (de dólares) muito grande", disse o gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado.

No horizonte dos investidores está a operação que pode ser a maior emissão de bônus já realizada por uma empresa do Brasil: 4 bilhões de dólares captados pela Petrobras com vencimento em 2020 e 2040, segundo fontes.

Ainda que exista a chance de que grande parte desse volume não ingresse no país por conta de compromissos externos da Petrobras, o operador de câmbio da corretora Renascença, José Carlos Amado, disse que outras operações vão "manter o mercado recheado de fluxo".

Net, TAM e Fibria, com outros lançamentos de bônus, e Cyrela, Cetip e Marfrig, com ofertas de ações, devem atrair recursos no curto prazo para o país.

A menos que o Banco Central intensifique as compras ou que haja uma saída expressiva de recursos, o fluxo positivo das próximas semanas já não servirá para cobrir posições abertas pelos bancos. Segundo dados do BC, as instituições mantinham na quarta-feira 3,5 bilhões de dólares em posições compradas.

O reforço das posições compradas dos bancos ocorreu porque o fluxo positivo do mês, que até quarta-feira alcançava 13,66 bilhões de dólares, só foi comprado em parte pelo BC.

"Semana que vem (o BC) deve entrar com um pouco mais de apetite para enxugar essa liquidez", disse o gerente de câmbio do banco nacional.

Nos mercados de dólar futuro e cupom cambial, os bancos mantinham as principais apostas na queda do dólar, com quase 7 bilhões de dólares em posições vendidas no fechamento de quinta-feira. Na outra ponta estavam os estrangeiros, com 5,8 bilhões de dólares em posições compradas.

Embora tenha durado poucos dias, o repique do dólar no começo da semana deu oportunidade a exportadores que aguardavam taxas melhores para realizar operações de hedge. "Muita gente aproveitou", disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor.

Na semana passada, profissionais de corretoras de câmbio relataram uma diminuição do volume de operações de hedge por parte de exportadores de pequeno e médio portes em relação às semanas anteriores.

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