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Entrada de recursos no Brasil é inevitável, diz Mantega

Segundo ministro da Fazenda, País deve se conformar em ser um pólo de atração do capital externo

Agência Estado e Reuters,

16 de outubro de 2007 | 16h52

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta terça-feira que a entrada de recursos estrangeiros no Brasil "veio para ficar" e que a indústria nacional já está se adaptando a essa situação.   "Eu acredito que é inevitável que o Brasil se torne investment grade... portanto, temos que nos conformar por atrair mais capital externo. O Brasil é um pólo de atração desse capital", disse ele a jornalistas após encontro com grupo de investidores internacionais em São Paulo.   "Acreditamos que há uma adaptação da indústria brasileira... Pra mim, esse fluxo (externo) veio para ficar."   Dólar   Mantega afirmou que não foi apenas o Brasil que apresentou valorização da sua moeda recentemente. "Todos os países que têm forte comércio internacional e ampliaram sua produtividade apresentaram crescimento", comparou. Segundo o ministro, o dólar "está derretendo" em escala internacional. Contra o euro, afirmou o ministro, não há desvalorização do real. "Tanto que estamos exportando mais para a União Européia", afirmou.   O ministro lembrou que, no passado, a economia brasileira era mais frágil e vulnerável e que, hoje, vem se adaptando às circunstâncias. De acordo com ele, com o dólar mais baixo, este é o momento ideal para a importação de máquinas e o aumento da produtividade do País. "O dólar passou de R$ 2,50 para R$ 2,30 e, depois, para R$ 2, e não aconteceu grande coisa. É preciso dar um tempo para a adaptação", exemplificou.   Ele mencionou que o setor industrial que encontra dificuldades com o dólar mais baixo passa a olhar mais atentamente para o mercado interno ou aumenta sua produtividade. "Há ainda os setores que se beneficiaram do aumento do preço das commodities", enumerou. "Não tenho ouvido reclamação de nenhum exportador neste momento. Já ouvi no passado", acrescentou.   Mantega destacou que o governo apresentou medidas para os setores que mais sofrem com o câmbio, como o têxtil, mobiliário e calçadista. "Tem concorrência do produto chinês? Sim, mas há menos reclamações, o que mostra que a indústria está se adaptando".   Juros   Ele reiterou que, por trabalhar com um regime de câmbio flutuante, o governo não estabelece patamares para o câmbio. "Nós podemos intensificar as compras de dólares no mercado. Além disso, as taxas de juro estão caindo", acrescentou o ministro quando questionado sobre o que poderia ser feito diante da valorização do real.   De acordo com ele, o diferencial de taxa de juros interna com externa pode ter repercussão na formação da moeda. "Mas na véspera do Copom, você jamais arrancará de mim uma opinião. Nem sob tortura", afirmou em entrevista concedida na Bolsa de Valores de São Paulo.   Segundo o ministro, a inflação está sob controle e a demanda, aquecida, mas vem sendo atendida pelo aumento da produção e da importação. "Vemos a capacidade de reação da economia à demanda, mas hoje não há inflação de demanda", garantiu ele.   De acordo com ele, é o cenário positivo para a economia brasileira que o leva a acreditar que o juros vão continuar a cair no longo prazo. "No curto, o Copom chegará à sua conclusão", disse evitando, mais uma vez, dar um sinal sobre o resultado da reunião que termina nesta quarta. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.   O ministro disse ainda que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 "está dado" em 4,7% e que o de 2008 deve ser perto de 5%.  

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