Entre alfinetadas e manifestações de defesa

Deputados aproveitaram audiência pública sobre PEC do teto para provocar e defender os ministros Dyogo Oliveira e Henrique Meirelles

Idiana Tomazelli, Eduardo Rodrigues, Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2016 | 22h23

Em mais de quatro horas de audiência pública na Câmara para debater a PEC do teto de gastos, deputados da oposição e da base aliada alternaram provocações e manifestações de defesa aos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento). Alguns aproveitaram para lembrar que ambos já integraram governos petistas. Deputados governistas afirmaram que Meirelles, no Banco Central, “deu credibilidade” à gestão Lula.

Meirelles e Dyogo apenas esboçaram sorrisos, mas não rebateram as declarações. Eles revezaram falas repletas de dados econômicos na tentativa de demonstrar a gravidade da situação fiscal do País e convencer os parlamentares da urgência da adoção do teto de gastos. Pelo tom mais “emocionado”, o presidente da Comissão Especial que analisa a PEC, deputado Danilo Forte (PSB-CE), chegou a brincar dizendo que Oliveira “já pode ser político”.

Alvos de críticas da oposição à proposta, que teria potencial de achatar gastos em áreas sociais, segundo deputados petistas, Meirelles e Oliveira foram defendidos por deputados da base aliada – que também não deixaram de questionar fundamentos da proposta de teto dos gastos.

O vice-líder do governo na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA) alfinetou os petistas fazendo referência ao período em que Meirelles foi presidente do BC. Patrus Ananias (PT-MG) rebateu lembrando que Oliveira é remanescente do governo Dilma – foi secretário executivo dos ministros Nelson Barbosa e Guido Mantega. O deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ) retomou a defesa de Meirelles. “O senhor foi eleito deputado federal e acolheu pedido para presidir o BC. Ofereceu credibilidade ao governo do PT. Engraçado como, naquele momento, sua credibilidade valia para o PT. Parece que desaprenderam.” 

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