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ENTREVISTA-Alta do petróleo não deve prejudicar crescimento

Um período sustentável de alta nos preços do petróleo poderá afetar significativamente as economias em desenvolvimento, mas é improvável que inviabilize sua forte recuperação desde a crise financeira global, afirmou um economista sênior do Banco Mundial na segunda-feira.

REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 22h10

O gerente de economia global do Banco Mundial, Andrew Burns, disse que o preço elevado da commodity poderá comprometer o crescimento econômico nos países em desenvolvimento em entre 0,2 e 0,4 ponto percentual se permanecer neste nível por um ano ou mais.

"Se os preços permanecerem em alta por um período significativo, digo um ano, então você verá um impacto no PIB que é significativo e mensurável, mas que provavelmente não será grande o suficiente para inviabilizar a retomada do crescimento que estamos observando nos países em desenvolvimento", disse Burns à Reuters em entrevista.

A entidade que luta contra a pobreza está monitorando de perto a valorização nos preços do petróleo, pois um combustível mais caro, junto à elevação dos preços dos alimentos, levará mais pessoas à pobreza extrema.

Burns disse que o aumento nos preços globais do petróleo em 15 dólares ou 20 dólares por barril desde dezembro era uma preocupação, mas não um "acontecimento calamitoso" para as nações em desenvolvimento cujas economias crescem em torno de 6 por cento ou mais.

A cotação do petróleo atingiu o maior nível em dois anos e meio na semana passada depois que a instabilidade política no Oriente Médio e na África chegou à Líbia. O preço chegou aos 111,80 dólares o barril na segunda-feira, na medida em que há mais pressão internacional pela saída de Muammar Gaddafi.

"Supondo que a situação no Oriente Médio e norte da África não piore, então devemos ver esses preços voltarem aos níveis que estávamos registrando em dezembro", disse Burns. "Neste cenário causaria um impacto relativamente pequeno."

Se a incerteza política no Oriente Médio se arrastar, então, os países em desenvolvimento vão começar a sentir o impacto de combustíveis mais caros, segundo Burns.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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