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ENTREVISTA-Brasil admite recorrer à OMC contra plano de Obama

O Brasil espera que os Estados Unidos revejam a ideia de obrigar as empresas norte-americanas que recebem ajuda governamental a priorizar fornecedores domésticos, mas está disposto a levar o caso à OMC se isso não ocorrer, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. "Ainda há uma expectativa de que o Executivo americano modifique um pouco a lei diante das reações internacionais", afirmou Barral à Reuters nesta sexta-feira. "Nós vislumbramos a possibilidade de reclamar (à OMC). Não só nesse caso, em qualquer caso em que possa haver efeitos adversos para as exportações brasileiras em razão de uma medida protecionista de outro país, que pode chegar inclusive a retaliação." O secretário reconheceu que, em um eventual embate com o governo de Barack Obama, o Brasil tem certa desvantagem por não ser signatário do acordo de compras governamentais da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na quarta-feira, o Senado dos EUA aprovou emenda ao plano "Buy American" dando aos signatários desse acordo certas garantias de que serão isentados dos artigo do projeto que exige o emprego de insumos, como aço e ferro, fabricados nos EUA nas obras públicas realizadas com ajuda governamental. Mas Barral afirma que o governo brasileiro poderá recorrer ao acordo de subsídios da OMC para questionar a ação norte-americana. FINANCIAMENTO DE EXPORTAÇÕES Para o secretário de comércio exterior, o volume de crédito à exportação já voltou ao normal no Brasil nas últimas semanas após ter secado em meio ao agravamento da crise internacional. O custo dos financiamentos, contudo, ainda está muito elevado. "Tem o crédito, mas ele ainda está caro", afirmou. Para atacar o problema, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior defende que o Banco Central vincule a liberação dos compulsórios bancários ao financiamento de exportações, principalmente para pequenas e médias empresas. Desde outubro, o BC já liberou quase 100 bilhões de reais das parcelas dos depósitos que as instituições financeiras são obrigadas a recolher. O ministério quer que futuras liberações sejam condicionadas ao direcionamento dos recursos a empresas exportadoras, e também defende a extensão do Proex (programa de financiamento das exportações) a setores hoje excluídos, disse Barral. O Brasil registrou em janeiro o primeiro déficit comercial mensal desde 2001, de 518 milhões de dólares. No mês, as exportações brasileiras caíram 22,8 por cento na média diária frente ao mesmo período do ano passado, para 9,8 bilhões de dólares. No mesmo período, as importações caíram 12,6 por cento, para 10,3 bilhões de dólares. Barral prevê que os números começarão a melhorar a partir de março, quando começam os embarques da safra brasileira. (Edição de Daniela Machado)

ISABEL VERSIANI E ANA NICOLACI DA COSTA, REUTERS

06 de fevereiro de 2009 | 18h40

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