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ENTREVISTA-Brasil pode definir êxito ou fracasso de Doha--Schwab

Por sua liderança entre paísesemergentes, o Brasil terá um papel chave a desempenhar para osucesso ou o fracasso da Rodada de Doha nos próximos meses,disse na segunda-feira a representante comercialnorte-americana, Susan Schwab. Em entrevista à Reuters, Schwab afirmou que os brasileirostêm consciência de suas "ambições" na rodada da OrganizaçãoMundial do Comércio (OMC), que busca liberalizar o comérciomundial, ampliando o acesso de produtos agrícolas de países emdesenvolvimento nos países ricos, em troca de uma maiorabertura nas áreas de manufaturados e serviços. "O Brasil tem absolutamente um papel crítico adesempenhar", disse Schwab. "Falando francamente, o Brasil podefazer a diferença entre a rodada de Doha ser um sucesso ou umfracasso mais que qualquer outro país", acrescentou. ParaSchwab, outros países emergentes procuram o Brasil porliderança, o que traz responsabilidades sobre como exercê-la. "O Brasil tem noção de sua responsabilidade e eu esperotrabalhar com o Brasil com a esperança de chegarmos a um acordonum futuro próximo", afirmou a chefe da área de comércio dogoverno Bush. Ela, que se encontrou com o ministro das RelaçõesExteriores, Celso Amorim, mês passado na Suíça, indicou quetanto países ricos quanto pobres precisam fazer concessões parao sucesso das negociações. Países emergentes como o Brasil e a Índia buscam a reduçãosubstancial de subsídios que os Estados Unidos e a UniãoEuropéia concedem a seus agricultores. Os países ricos querem,em troca, obter acesso aos mercados emergentes na área de bensindustriais e serviços. "Os países emergentes avançados precisam contribuir para aliberalização do mercado, porque se não você não obtém ocomércio sul-sul que também é necessário para promover ocrescimento econômico", afirmou Schwab. A principal negociadora americana afirmou que uma reuniãoministerial sobre Doha ainda não foi marcada, mas disse que osnegociadores continuam trabalhando na parte agrícola emGenebra. Mas ela admitiu que eles não têm tido muito sucesso,principalmente devido à resistência de alguns países emeliminar barreiras comerciais nesse setor. "Eles não parecem estar fazendo muito progresso por lá",disse, advertindo que outros países podem ver uma "erosão" emsua disposição em abrir mercados para mais importaçõesagrícolas por causa disso. A expectativa agora é que os negociadores avancem osuficiente nessa área nas próximas semanas para que uma reuniãoministerial ocorra entre o final de março e o começo de abril. O governo do presidente George W. Bush espera, depois demais de seis anos de negociações frustradas, superar asdiferenças sobre o comercio agrícola e industrial e com issoobter um pacto comercial este ano, antes do final de seumandato. As negociações da rodada de Doha foram lançadas em 2001 eestavam previstas originalmente para durar quatro anos. O novo texto para o tema agrícola tem 150 áreas de disputasque deveriam ser reduzidas a alguns assuntos-chave para que oslíderes possam decidir sobre eles. Schwab disse que a última versão do texto poderia reduziros subsídios agrícolas americanos para 16,4 bilhões de dólaresao ano, contra um limite atual superior a 40 bilhões dedólares. "Por qualquer definição, isso é um corte", disse Schwab. Os países em desenvolvimento gostariam que o teto para ossubsídios dos EUA ficasse perto dos 12 bilhões de dólares. Ela acrescentou que não havia necessidade de o país fazercortes adicionais, mas enfatizou que os Estados Unidos estavampreparados para fazer a sua parte para chegar a um acordo. (Colaboraram Charles Abbott e Doug Palmer) (Edição de Marcelo Teixeira)

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