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ENTREVISTA-Mexicano Carstens diz que EUA são neutros sobre FMI

Autoridades dos Estados Unidos saudaram a decisão do México de indicar o presidente do banco central do país, Agustín Carstens, para concorrer ao principal posto do FMI, mas estão neutras com relação a apoiar sua candidatura, afirmou Carstens em entrevista na terça-feira.

KRISTA HUGHES E JASON LANGE, REUTERS

24 de maio de 2011 | 22h41

No fim de semana, o governo do México decidiu indicar Carstens para se tornar o novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, mas o apoio dos Estados Unidos é vital no processo.

"Conversei com algumas autoridades (norte-americanas), todas saudaram o fato de que o México me indicou, mas querem avaliar meu currículo, experiência... em relação aos outros (indicados)", disse em entrevista à Reuters.

"Foram completamente neutros", acrescentou Carstens, que foi subdiretor-gerente da entidade entre 2003 e 2006.

O FMI anunciou no fim de semana que havia começado seu processo para eleger um novo diretor-gerente depois da renúncia do francês Dominique Strauss-Kahn, acusado de tentativa de abuso sexual a uma camareira de um hotel em Nova York.

Até agora, somente o México indicou oficialmente Carstens, também ex-secretário da Fazenda.

Mas fontes diplomáticas disseram à Reuters, em Paris, que a ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, anunciará sua candidatura na quarta-feira, depois que a União Europeia chegou a um consenso para apoiá-la.

Lagarde é considerada favorita para substituir o compatriota Strauss-Kahn.

O México e outros países disseram que o processo de seleção deve levar em consideração os méritos dos candidatos e não a nacionalidade. A entidade tem sido liderada por um europeu há mais de 60 anos.

Na entrevista, Carstens qualificou sua indicação como uma "ponta de lança" na intenção declarada da entidade de tornar o processo de seleção mais transparente, baseando-se apenas no mérito e não na nacionalidade dos indicados.

Os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, criticaram de forma conjunta na terça-feira as autoridades europeias por sugerir que o novo chefe do FMI deva automaticamente ser um europeu.

Mas a Europa pretende continuar na liderança do credor multilateral, especialmente num momento em que o FMI está ajudando a resgatar Grécia, Irlanda e Portugal.

O presidente do BC mexicano acrescentou que o FMI lidou muito bem com a crise financeira global e que ele buscaria dar continuidade a isso. Carstens preferiu não discutir detalhes sobre o combate à crise de dívida soberana na Europa, uma vez que não está envolvido diretamente nas negociações.

O FMI tem até o fim de junho para escolher seu novo diretor-gerente.

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