ENTREVISTA-Moody's ainda vê vulnerabilidades fiscais no Brasil

A Moody's reconhece a melhora dasituação fiscal do Brasil, mas ainda vê algumasvulnerabilidades em comparação a países considerados grau deinvestimento, afirmou à Reuters o vice-presidente da agência declassificação de risco, Mauro Leos. "Nossa ênfase é o lado fiscal. E nisso há três pontos: acarga da dívida do governo é relativamente elevada apesar deter melhorado; a estrutura da dívida também vem melhorando masuma boa parte vence em 12 meses e está sujeita a taxasflutuantes; e, em terceiro, tem sido difícil para o governoajustar o gasto público", disse por telefone, citando algunscomponentes inerciais das despesas do governo. Segundo ele, alguns indicadores da dívida continuam sendopiores que a do grupo de países que já são grau de investimentopela Moody's. Leos não comentou o grau de investimento atribuído ao paíspela Standard & Poor's. Segundo a Moody's, o Brasil está a umpasso desse selo, em "Ba1", com perspectiva estável. O executivo acrescentou que a agência vem trabalhando com oMinistério da Fazenda e o Tesouro Nacional para avaliar oimpacto de possíveis choques sobre o Brasil e a capacidade deresposta do país. "Esperamos completar esses exercícios nospróximos meses", disse. O ponto central, segundo Leos, é saber se o país temcondições de manter as tendências de melhora fiscal em caso dechoques. Leos disse ainda que é positivo o fato de o Brasil terenfrentado bem a crise externa até agora. "Mas o tema relevanteé saber qual a resposta do país em caso de haver um choqueimportante."

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