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ENTREVISTA-Negociações de comércio recomeçarão com agricultura

As negociações sobre um novoacordo mundial de comércio devem ser retomadas em Genebra, napróxima semana, concentrando-se nas questões agrícolas, arespeito das quais já há um acerto comum, afirmou naterça-feira a ministra do Comércio da Indonésia, Mari Pangestu. Mas o fato de os países desenvolvidos e em desenvolvimentonão terem chegado a um acordo sobre das propostas para ampliara comercialização dos produtos industrializados significa queum projeto de acordo teria de ser retrabalhado antes daretomada das negociações, afirmou Pangestu à Reuters. "Vamos primeiro negociar o setor agrícola", afirmou aministra, uma respeitada economista e especialista em questõescomerciais e de desenvolvimento. As negociações foram lançadas em 2001 para estimular aeconomia mundial por meio do aumento das oportunidadescomerciais. Mas esse complexo processo empacou devido à faltade disposição dos envolvidos em cortar subsídios e em abrirmercados sensíveis. Diplomatas e autoridades presentes na sede da OrganizaçãoMundial do Comércio (OMC), em Genebra, realizarão a partir dapróxima semana novos esforços para fixar as linhas gerais de umentendimento sobre o acordo, conhecido como Agenda deDesenvolvimento de Doha porque tem o objetivo de ajudar paísesem desenvolvimento a exportar. Pangestu -- que comanda a delegação negociadora do quartopaís mais populoso do mundo, no qual dois quintos da força detrabalho estão empregados no setor agrícola -- disse que asnegociações se concentrariam em produtos agrícolas durante asprimeiras duas semanas de setembro, indústria durante as duasseguintes, e em outras áreas no mês seguinte. Os ministros do comércio devem então se reunir em Genebra,em outubro, a fim de assinar um acordo caso um documento dotipo tenha sido elaborado, afirmou ela. PRAZO EFETIVO As autoridades do setor dizem que o acordo precisa serconcluído até o final de outubro porque, depois disso, oprocesso sofreria o impacto da campanha para as eleiçõespresidenciais nos EUA. O setor agrícola, segundo se previu, seria uma das áreasmais polêmicas do processo, mas a versão mais recente daspropostas evita entrar em alguns detalhes específicos,permitindo que os 151 países-membros da OMC acatem princípioscomuns. O preenchimento dessas lacunas ficaria a cargo deautoridades de menor escalão depois de os ministros teremassinado um acordo, que poderia entrar em vigor em 2009. As propostas para o setor industrial, de outro lado, fixamlimites específicos para os tributos, o que provocoudesconforto entre os países desenvolvidos e a rejeiçãodeclarada de muitos dos países em desenvolvimento. As negociações sobre os setores agrícola e industrial estãorelacionadas. Os países desenvolvidos buscam garantir aabertura dos mercados dos países em desenvolvimento para seusprodutos industrializados antes de permitir um maior acesso aseus mercados de alimentos para os países pobres. Mas, mesmo nas questões agrícolas, ainda há desavenças,observou Pangestu. "A mesma questão continua presente, que é a disposição dosEUA em sentarem-se à mesa com algo mais do que apresentaram atéagora", disse. Autoridades da área comercial afirmam que osnorte-americanos, antes de mudarem de postura a respeito de suapolítica agrícola, aguardam por maiores detalhes sobre osprodutos especiais e os produtos-chave a respeito dos quaisvários países gostariam de continuar protegendo seus mercados. No caso da Indonésia, os produtos especiais que o paísdeseja controlar são o arroz, o açúcar, o milho e a soja, dissePangestu.

JONATHAN LYNN, REUTERS

28 de agosto de 2007 | 12h27

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